Try out the new BibleStudyTools.com. Click here!

Mateus 15; Levítico 5; Gálatas 3; Filemón 1; Salmos 132; Provérbios 3; Juízes 9; Isaías 32; Atos 2 (Almeida Atualizada (Portuguese))

1 Então chegaram a Jesus uns fariseus e escribas vindos de Jerusalém, e lhe perguntaram: 2 Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? pois não lavam as mãos, quando comem. 3 Ele, porém, respondendo, disse-lhes: E vós, por que transgredis o mandamento de Deus por causa da vossa tradição? 4 Pois Deus ordenou: Honra a teu pai e a tua mãe; e, Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe, certamente morrerá. 5 Mas vós dizeis: Qualquer que disser a seu pai ou a sua mãe: O que poderias aproveitar de mim é oferta ao Senhor; esse de modo algum terá de honrar a seu pai. 6 E assim por causa da vossa tradição invalidastes a palavra de Deus. 7 Hipócritas! bem profetizou Isaias a vosso respeito, dizendo: 8 Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim. 9 Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homem. 10 E, clamando a si a multidão, disse-lhes: Ouvi, e entendei: 11 Não é o que entra pela boca que contamina o homem; mas o que sai da boca, isso é o que o contamina. 12 Então os discípulos, aproximando-se dele, perguntaram-lhe: Sabes que os fariseus, ouvindo essas palavras, se escandalizaram? 13 Respondeu-lhes ele: Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada. 14 Deixai-os; são guias cegos; ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão no barranco. 15 E Pedro, tomando a palavra, disse-lhe: Explica-nos essa parábola. 16 Respondeu Jesus: Estai vós também ainda sem entender? 17 Não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce pelo ventre, e é lançado fora? 18 Mas o que sai da boca procede do coração; e é isso o que contamina o homem. 19 Porque do coração procedem os maus pensamentos, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. 20 São estas as coisas que contaminam o homem; mas o comer sem lavar as mãos, isso não o contamina. 21 Ora, partindo Jesus dali, retirou-se para as regiões de Tiro e Sidom. 22 E eis que uma mulher cananéia, provinda daquelas cercania, clamava, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de mim, que minha filha está horrivelmente endemoninhada. 23 Contudo ele não lhe respondeu palavra. Chegando-se, pois, a ele os seus discípulos, rogavam-lhe, dizendo: Despede-a, porque vem clamando atrás de nós. 24 Respondeu-lhes ele: Não fui enviado senão �s ovelhas perdidas da casa de Israel. 25 Então veio ela e, adorando-o, disse: Senhor, socorre-me. 26 Ele, porém, respondeu: Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos. 27 Ao que ela disse: Sim, Senhor, mas até os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos. 28 Então respondeu Jesus, e disse-lhe: ç mulher, grande é a tua fé! seja-te feito como queres. E desde aquela hora sua filha ficou sã. 29 Partindo Jesus dali, chegou ao pé do mar da Galiléia; e, subindo ao monte, sentou-se ali. 30 E vieram a ele grandes multidões, trazendo consigo coxos, aleijados, cegos, mudos, e outros muitos, e lhos puseram aos pés; e ele os curou; 31 de modo que a multidão se admirou, vendo mudos a falar, aleijados a ficar sãos, coxos a andar, cegos a ver; e glorificaram ao Deus de Israel. 32 Jesus chamou os seus discípulos, e disse: Tenho compaixão da multidão, porque já faz três dias que eles estão comigo, e não têm o que comer; e não quero despedi-los em jejum, para que não desfaleçam no caminho. 33 Disseram-lhe os discípulos: Donde nos viriam num deserto tantos pães, para fartar tamanha multidão? 34 Perguntou-lhes Jesus: Quantos pães tendes? E responderam: Sete, e alguns peixinhos. 35 E tendo ele ordenado ao povo que se sentasse no chão, 36 tomou os sete pães e os peixes, e havendo dado graças, partiu-os, e os entregava aos discípulos, e os discípulos á multidão. 37 Assim todos comeram, e se fartaram; e do que sobejou dos pedaços levantaram sete alcofas cheias. 38 Ora, os que tinham comido eram quatro mil homens além de mulheres e crianças. 39 E havendo Jesus despedido a multidão, entrou no barco, e foi para os confins de Magadã. 1 Se alguém, tendo-se ajuramentado como testemunha, pecar por não denunciar o que viu, ou o que soube, levará a sua iniqüidade. 2 Se alguém tocar alguma coisa imunda, seja cadáver de besta-fera imunda, seja cadáver de gado imundo, seja cadáver de réptil imundo, embora faça sem se aperceber, contudo será ele imundo e culpado. 3 Se alguém, sem se aperceber tocar a imundícia de um homem, seja qual for a imundícia com que este se tornar imundo, quando o souber será culpado. 4 Se alguém, sem se aperceber, jurar temerariamente com os seus lábios fazer mal ou fazer bem, em tudo o que o homem pronunciar temerariamente com juramento, quando o souber, culpado será numa destas coisas. 5 Deverá, pois, quando for culpado numa destas coisas, confessar aquilo em que houver pecado. 6 E como sua oferta pela culpa, ele trará ao Senhor, pelo pecado que cometeu, uma fêmea de gado miúdo; uma cordeira, ou uma cabrinha, trará como oferta pelo pecado; e o sacerdote fará por ele expiação do seu pecado. 7 Mas, se as suas posses não bastarem para gado miúdo, então trará ao Senhor, como sua oferta pela culpa por aquilo em que houver pecado, duas rolas, ou dois pombinhos; um como oferta pelo pecado, e o outro como holocausto; 8 e os trará ao sacerdote, o qual oferecerá primeiro aquele que é para a oferta pelo pecado, e com a unha lhe fenderá a cabeça junto ao pescoço, mas não o partirá; 9 e do sangue da oferta pelo pecado espargirá sobre a parede do altar, porém o que restar, daquele sangue espremer-se-á � base do altar; é oferta pelo pecado. 10 E do outro fará holocausto conforme a ordenança; assim o sacerdote fará expiação por ele do pecado que cometeu, e ele será perdoado. 11 Se, porém, as suas posses não bastarem para duas rolas, ou dois pombinhos, então, como oferta por aquilo em que houver pecado, trará a décima parte duma efa de flor de farinha como oferta pelo pecado; não lhe deitará azeite nem lhe porá em cima incenso, porquanto é oferta pelo pecado; 12 e o trará ao sacerdote, o qual lhe tomará um punhado como o memorial da oferta, e a queimará sobre o altar em cima das ofertas queimadas do Senhor; é oferta pelo pecado. 13 Assim o sacerdote fará por ele expiação do seu pecado, que houver cometido em alguma destas coisas, e ele será perdoado; e o restante pertencerá ao sacerdote, como a oferta de cereais. 14 Disse mais o Senhor a Moisés: 15 Se alguém cometer uma transgressão, e pecar por ignorância nas coisas sagradas do Senhor, então trará ao Senhor, como a sua oferta pela culpa, um carneiro sem defeito, do rebanho, conforme a tua avaliação em siclos de prata, segundo o siclo do santuário, para oferta pela culpa. 16 Assim fará restituição pelo pecado que houver cometido na coisa sagrada, e ainda lhe acrescentará a quinta parte, e a dará ao sacerdote; e com o carneiro da oferta pela culpa, o sacerdote fará expiação por ele, e ele será perdoado. 17 Se alguém pecar, fazendo qualquer de todas as coisas que o Senhor ordenou que não se fizessem, ainda que não o soubesse, contudo será ele culpado, e levará a sua iniqüidade; 18 e como oferta pela culpa trará ao sacerdote um carneiro sem defeito, do rebanho, conforme a tua avaliação; e o sacerdote fará por ele expiação do erro que involuntariamente houver cometido sem o saber; e ele será perdoado. 19 É oferta pela culpa; certamente ele se tornou culpado diante do Senhor. 1 ó insensatos gálatas! quem vos fascinou a vós, ante cujos olhos foi representado Jesus Cristo como crucificado? 2 Só isto quero saber de vós: Foi por obras da lei que recebestes o Espírito, ou pelo ouvir com fé? 3 Sois vós tão insensatos? tendo começado pelo Espírito, é pela carne que agora acabareis? 4 Será que padecestes tantas coisas em vão? Se é que isso foi em vão. 5 Aquele pois que vos dá o Espírito, e que opera milagres entre vós, acaso o faz pelas obras da lei, ou pelo ouvir com fé? 6 Assim como Abraão creu a Deus, e isso lhe foi imputado como justiça. 7 Sabei, pois, que os que são da fé, esses são filhos de Abraão. 8 Ora, a Escritura, prevendo que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou previamente a boa nova a Abraão, dizendo: Em ti serão abençoadas todas as nações. 9 De modo que os que são da fé são abençoados com o crente Abraão. 10 Pois todos quantos são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque escrito está: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las. 11 É evidente que pela lei ninguém é justificado diante de Deus, porque: O justo viverá da fé; 12 ora, a lei não é da fé, mas: O que fizer estas coisas, por elas viverá. 13 Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; 14 para que aos gentios viesse a bênção de Abraão em Jesus Cristo, a fim de que nós recebêssemos pela fé a promessa do Espírito. 15 Irmãos, como homem falo. Um testamento, embora de homem, uma vez confirmado, ninguém o anula, nem lhe acrescenta coisa alguma. 16 Ora, a Abraão e a seu descendente foram feitas as promessas; não diz: E a seus descendentes, como falando de muitos, mas como de um só: E a teu descendente, que é Cristo. 17 E digo isto: Ao testamento anteriormente confirmado por Deus, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não invalida, de forma a tornar inoperante a promessa. 18 Pois se da lei provém a herança, já não provém mais da promessa; mas Deus, pela promessa, a deu gratuitamente a Abraão. 19 Logo, para que é a lei? Foi acrescentada por causa das transgressões, até que viesse o descendente a quem a promessa tinha sido feita; e foi ordenada por meio de anjos, pela mão de um mediador. 20 Ora, o mediador não o é de um só, mas Deus é um só. 21 É a lei, então, contra as promessas de Deus? De modo nenhum; porque, se fosse dada uma lei que pudesse vivificar, a justiça, na verdade, teria sido pela lei. 22 Mas a Escritura encerrou tudo debaixo do pecado, para que a promessa pela fé em Jesus Cristo fosse dada aos que crêem. 23 Mas, antes que viesse a fé, estávamos guardados debaixo da lei, encerrados para aquela fé que se havia de revelar. 24 De modo que a lei se tornou nosso aio, para nos conduzir a Cristo, a fim de que pela fé fôssemos justificados. 25 Mas, depois que veio a fé, já não estamos debaixo de aio. 26 Pois todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. 27 Porque todos quantos fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo. 28 Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. 29 E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa. 1 Paulo, prisioneiro de Cristo Jesus, e o irmão Timóteo, ao amado Filemom, nosso companheiro de trabalho, 2 e � nossa irmã Áfia, e a Arquipo, nosso companheiro de lutas, e � igreja que está em tua casa: 3 Graças a vós, e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. 4 Sempre dou graças ao meu Deus, lembrando-me de ti nas minhas orações, 5 ao ouvir falar do amor e da fé que tens para com o Senhor Jesus e para com todos os santos; 6 para que a comunicação da tua fé se torne eficaz, no pleno conhecimento de todo o bem que em nós há para com Cristo. 7 Pois tive grande gozo e consolação no teu amor, porque por ti, irmão, os corações dos santos têm sido reanimados. 8 Pelo que, embora tenha em Cristo plena liberdade para te mandar o que convém, 9 todavia prefiro rogar-te por esse teu amor, sendo eu como sou, Paulo o velho, e agora até prisioneiro de Cristo Jesus, 10 sim, rogo-te por meu filho Onésimo, que gerei nas minhas prisões; 11 o qual outrora te foi inútil, mas agora a ti e a mim é muito útil; 12 eu to torno a enviar, a ele que é o meu próprio coração. 13 Eu bem quisera retê-lo comigo, para que em teu lugar me servisse nas prisões do evangelho; 14 mas sem o teu consentimento nada quis fazer, para que o teu benefício não fosse como por força, mas, sim, espontâneo. 15 Porque bem pode ser que ele se tenha separado de ti por algum tempo, para que o recobrasses para sempre, 16 não já como escravo, antes mais do que escravo, como irmão amado, particularmente de mim, e quanto mais de ti, tanto na carne como também no Senhor. 17 Assim pois, se me tens por companheiro, recebe-o como a mim mesmo. 18 E, se te fez algum dano, ou te deve alguma coisa, lança-o minha conta. 19 Eu, Paulo, de meu próprio punho o escrevo, eu o pagarei, para não te dizer que ainda a ti mesmo a mim te deves. 20 Sim, irmão, eu quisera regozijar-me de ti no Senhor; reanima o meu coração em Cristo. 21 Escrevo-te confiado na tua obediência, sabendo que farás ainda mais do que peço. 22 E ao mesmo tempo, prepara-me também pousada, pois espero que pelas vossas orações hei de ser concedido. 23 Saúda-te Epafras, meu companheiro de prisão em Cristo Jesus, 24 assim como Marcos, Aristarco, Demas e Lucas, meus cooperadores. 25 A graça do Senhor Jesus Cristo seja com o vosso espírito. 1 Lembra-te, Senhor, a bem de Davi, de todas as suas aflições; 2 como jurou ao Senhor, e fez voto ao Poderoso de Jacó, dizendo: 3 Não entrarei na casa em que habito, nem subirei ao leito em que durmo; 4 não darei sono aos meus olhos, nem adormecimento �s minhas pálpebras, 5 até que eu ache um lugar para o Senhor uma morada para o Poderoso de Jacó. 6 Eis que ouvimos falar dela em Efrata, e a achamos no campo de Jaar. 7 Entremos nos seus tabernáculos; prostremo-nos ante o escabelo de seus pés. 8 Levanta-te, Senhor, entra no lugar do teu repouso, tu e a arca da tua força. 9 Vistam-se os teus sacerdotes de justiça, e exultem de júbilo os teus santos. 10 Por amor de Davi, teu servo, não rejeites a face do teu ungido. 11 O Senhor jurou a Davi com verdade, e não se desviará dela: Do fruto das tuas entranhas porei sobre o teu trono. 12 Se os teus filhos guardarem o meu pacto, e os meus testemunhos, que eu lhes hei de ensinar, também os seus filhos se assentarão perpetuamente no teu trono. 13 Porque o Senhor escolheu a Sião; desejou-a para sua habitação, dizendo: 14 Este é o lugar do meu repouso para sempre; aqui habitarei, pois o tenho desejado. 15 Abençoarei abundantemente o seu mantimento; fartarei de pão os seus necessitados. 16 Vestirei de salvação os seus sacerdotes; e de júbilo os seus santos exultarão 17 Ali farei brotar a força de Davi; preparei uma lâmpada para o meu ungido. 18 Vestirei de confusão os seus inimigos; mas sobre ele resplandecerá a sua coroa. 1 Filho meu, não te esqueças da minha instrução, e o teu coração guarde os meus mandamentos; 2 porque eles te darão longura de dias, e anos de vida e paz. 3 Não se afastem de ti a benignidade e a fidelidade; ata-as ao teu pescoço, escreve-as na tábua do teu coração; 4 assim acharás favor e bom entendimento � vista de Deus e dos homens. 5 Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. 6 Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas. 7 Não sejas sábio a teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal. 8 Isso será saúde para a tua carne; e refrigério para os teus ossos. 9 Honra ao Senhor com os teus bens, e com as primícias de toda a tua renda; 10 assim se encherão de fartura os teus celeiros, e trasbordarão de mosto os teus lagares. 11 Filho meu, não rejeites a disciplina do Senhor, nem te enojes da sua repreensão; 12 porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem. 13 Feliz é o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire entendimento; 14 pois melhor é o lucro que ela dá do que o lucro da prata, e a sua renda do que o ouro. 15 Mais preciosa é do que as jóias, e nada do que possas desejar é comparável a ela. 16 Longura de dias há na sua mão direita; na sua esquerda riquezas e honra. 17 Os seus caminhos são caminhos de delícias, e todas as suas veredas são paz. 18 É árvore da vida para os que dela lançam mão, e bem-aventurado é todo aquele que a retém. 19 O Senhor pela sabedoria fundou a terra; pelo entendimento estabeleceu o céu. 20 Pelo seu conhecimento se fendem os abismos, e as nuvens destilam o orvalho. 21 Filho meu, não se apartem estas coisas dos teus olhos: guarda a verdadeira sabedoria e o bom siso; 22 assim serão elas vida para a tua alma, e adorno para o teu pescoço. 23 Então andarás seguro pelo teu caminho, e não tropeçará o teu pé. 24 Quando te deitares, não temerás; sim, tu te deitarás e o teu sono será suave. 25 Não temas o pavor repentino, nem a assolação dos ímpios quando vier. 26 Porque o Senhor será a tua confiança, e guardará os teus pés de serem presos. 27 Não negues o bem a quem de direito, estando no teu poder fazê-lo. 28 Não digas ao teu próximo: Vai, e volta, amanhã to darei; tendo-o tu contigo. 29 Não maquines o mal contra o teu próximo, que habita contigo confiadamente. 30 Não contendas com um homem, sem motivo, não te havendo ele feito o mal. 31 Não tenhas inveja do homem violento, nem escolhas nenhum de seus caminhos. 32 Porque o perverso é abominação para o Senhor, mas com os retos está o seu segredo. 33 A maldição do Senhor habita na casa do ímpio, mas ele abençoa a habitação dos justos. 34 Ele escarnece dos escarnecedores, mas dá graça aos humildes. 35 Os sábios herdarão honra, mas a exaltação dos loucos se converte em ignomínia. 1 Abimeleque, filho de Jerubaal, foi a Siquém, aos irmãos de sua mãe, e falou-lhes, e a toda a parentela da casa de pai de sua mãe, dizendo: 2 Falai, peço-vos, aos ouvidos de todos os cidadãos de Siquém: Que é melhor para vós? que setenta homens, todos os filhos de Jerubaal, dominem sobre vós, ou que um só domine sobre vós? Lembrai-vos também de que sou vosso osso e vossa carne. 3 Então os irmãos de sua mãe falaram todas essas palavras a respeito dele aos ouvidos de todos os cidadãos de Siquém; e o coração deles se inclinou a seguir Abimeleque; pois disseram: E nosso irmão. 4 E deram-lhe setenta siclos de prata, da casa de Baal-Berite, com os quais alugou Abimeleque alguns homens ociosos e le9 5 e foi � casa de seu pai, a Ofra, e matou a seus irmãos, os filhos de Jerubaal, setenta homens, sobre uma só pedra. Mas Jotão, filho menor de Jerubaal, ficou, porquanto se tinha escondido. 6 Então se ajuntaram todos os cidadãos de Siquém e toda a Bete-Milo, e foram, e constituíram rei a Abimeleque, junto ao carvalho da coluna que havia em Siquém. 7 Jotão, tendo sido avisado disso, foi e, pondo-se no cume do monte Gerizim, levantou a voz e clamou, dizendo: Ouvi-me a mim, cidadãos de Siquém, para que Deus: vos ouça a vos. 8 Foram uma vez as árvores a ungir para si um rei; e disseram � oliveira: Reina tu sobre nós. 9 Mas a oliveira lhes respondeu: Deixaria eu a minha gordura, que Deus e os homens em mim prezam, para ir balouçar sobre as árvores? 10 Então disseram as árvores � figueira: Vem tu, e reina sobre nós. 11 Mas a figueira lhes respondeu: Deixaria eu a minha doçura, o meu bom fruto, para ir balouçar sobre as árvores? 12 Disseram então as árvores � videira: Vem tu, e reina sobre nós. 13 Mas a videira lhes respondeu: Deixaria eu o meu mosto, que alegra a Deus e aos homens, para ir balouçar sobre as árvores? 14 Então todas as árvores disseram ao espinheiro: Vem tu, e reina sobre nós. 15 O espinheiro, porém, respondeu �s árvores: Se de boa fé me ungis por vosso rei, vinde refugiar-vos debaixo da minha sombra; mas, se não, saia fogo do espinheiro, e devore os cedros do Líbano. 16 Agora, pois, se de boa fé e com retidão procedestes, constituindo rei a Abimeleque, e se bem fizestes para com Jerubaal e para com a sua casa, e se com ele usastes conforme o merecimento das suas mãos 17 (porque meu pai pelejou por vós, desprezando a própria vida, e vos livrou da mão de Midiã; 18 porém vós hoje vos levantastes contra a casa de meu pai, e matastes a seus filhos, setenta homens, sobre uma só pedra; e a Abimeleque, filho da sua serva, fizestes reinar sobre os cidadãos de Siquém, porque é vosso irmão); 19 se de boa fé e com retidão procedestes hoje para com Jerubaal e para com a sua casa, alegrai-vos em Abimeleque, e também ele se alegre em vós; 20 mas se não, saia fogo de Abimeleque, e devore os cidadãos de Siquém, e a Bete-Milo; e saia fogo dos cidadãos de Siquém e de Bete-Milo, e devore Abimeleque. 21 E partindo Jotão, fugiu e foi para Beer, e ali habitou, por medo de Abimeleque, seu irmão. 22 Havendo Abimeleque reinado três anos sobre Israel, 23 Deus suscitou um espírito mau entre Abimeleque e os cidadãos de Siquém; e estes procederam aleivosamente para com Abimeleque; 24 para que a violência praticada contra os setenta filhos de Jerubaal, como também o sangue deles, recaíssem sobre Abimeleque, seu irmão, que os matara, e sobre os cidadãos de Siquém, que fortaleceram as mãos dele para matar a seus irmãos. 25 E os cidadãos de Siquém puseram de emboscada contra ele, sobre os cumes dos montes, homens que roubavam a todo aquele que passava por eles no caminho. E contou-se isto a Abimeleque. 26 Também veio Gaal, filho de Ebede, com seus irmãos, e estabeleceu-se em Siquém; e confiaram nele os cidadãos de Siquém. 27 Saindo ao campo, vindimaram as suas vinhas, pisaram as uvas e fizeram uma festa; e, entrando na casa de seu deus, comeram e beberam, e amaldiçoaram a Abimeleque. 28 E disse Gaal, filho de Ebede: Quem é Abimeleque, e quem é Siquém, para que sirvamos a Abimeleque? não é, porventura, filho de Jerubaal? e não é Zebul o seu mordomo? Servi antes aos homens de Hamor, pai de Siquém; pois, por que razão serviríamos nós a Abimeleque? 29 Ah! se este povo estivesse sob a minha mão, eu transtornaria a Abimeleque. Eu lhe diria: Multiplica o teu exército, e vem. 30 Quando Zebul, o governador da cidade, ouviu as palavras de Gaal, filho de Ebede, acendeu-se em ira. 31 E enviou secretamente mensageiros a Abimeleque, para lhe dizerem: Eis que Gaal, filho de Ebede, e seus irmãos vieram a Siquém, e estão sublevando a cidade contra ti. 32 Levanta-te, pois, de noite, tu e o povo que tiveres contigo, e põe-te de emboscada no campo. 33 E pela manhã, ao nascer do sol, levanta-te, e dá de golpe sobre a cidade; e, saindo contra ti Gaal e o povo que tiver com ele, faze-lhe como te permitirem as circunstâncias. 34 Levantou-se, pois, de noite Abimeleque, e todo o povo que com ele havia, e puseram emboscadas a Siquém, em quatro bandos. 35 E Gaal, filho de Ebede, saiu e pôs-se � entrada da porta da cidade; e das emboscadas se levantou Abimeleque, e todo o povo que estava com ele. 36 Quando Gaal viu aquele povo, disse a Zebul: Eis que desce gente dos cumes dos montes. Respondeu-lhe Zebul: Tu vês as sombras dos montes como se fossem homens. 37 Gaal, porém, tornou a falar, e disse: Eis que desce gente do meio da terra; também vem uma tropa do caminho do carvalho de Meonenim. 38 Então lhe disse Zebul: Onde está agora a tua boca, com a qual dizias: Quem é Abimeleque, para que o sirvamos? Não é esse, porventura, o povo que desprezaste. Sai agora e peleja contra ele! 39 Assim saiu Gaal, � frente dos cidadãos de Siquém, e pelejou contra Abimeleque. 40 Mas Abimeleque o perseguiu, pois Gaal fugiu diante dele, e muitos caíram feridos até a entrada da porta. 41 Abimeleque ficou em Arumá. E Zebul expulsou Gaal e seus irmãos, para que não habitassem em Siquém. 42 No dia seguinte sucedeu que o povo saiu ao campo; disto foi avisado Abimeleque, 43 o qual, tomando o seu povo, dividiu-o em três bandos, que pôs de emboscada no campo. Quando viu que o povo saía da cidade, levantou-se contra ele e o feriu. 44 Abimeleque e os que estavam com ele correram e se puseram � porta da cidade; e os outros dois bandos deram de improviso sobre todos quantos estavam no campo, e os feriram. 45 Abimeleque pelejou contra a cidade todo aquele dia, tomou-a e matou o povo que nela se achava; e, assolando-a, a semeou de sal. 46 Tendo ouvido isso todos os cidadãos de Migdol-Siquém, entraram na fortaleza, na casa de El-Berite. 47 E contou-se a Abimeleque que todos os cidadãos de Migbol-Siquém se haviam congregado. 48 Então Abimeleque subiu ao monte Zalmom, ele e todo o povo que com ele havia; e, tomando na mão um machado, cortou um ramo de árvore e, levantando-o, pô-lo ao seu ombro, e disse ao povo que estava com ele: O que me vistes fazer, apressai-vos a fazê-lo também. 49 Tendo, pois, cada um cortado o seu ramo, seguiram a Abimeleque; e, pondo os ramos junto da fortaleza, queimaram-na a fogo com os que nela estavam; de modo que morreram também todos os de Migdol-Siquém, cerca de mil homens e mulheres. 50 Então Abimeleque foi a Tebez, e a sitiou e tomou. 51 Havia, porém, no meio da cidade uma torre forte, na qual se refugiaram todos os habitantes da cidade, homens e mulheres; e fechando após si as portas, subiram ao eirado da torre. 52 E Abimeleque, tendo chegado até a torre, atacou-a, e chegou-se � porta da torre, para lhe meter fogo. 53 Nisso uma mulher lançou a pedra superior de um moinho sobre a cabeça de Abimeleque, e quebrou-lhe o crânio. 54 Então ele chamou depressa o moço, seu escudeiro, e disse-lhe: Desembainha a tua espada e mata-me, para que não se diga de mim: uma mulher o matou. E o moço o traspassou e ele morreu. 55 Vendo, pois, os homens de Israel que Abimeleque já era morto, foram-se cada um para o seu lugar. 56 Assim Deus fez tornar sobre Abimeleque o mal que tinha feito a seu pai, matando seus setenta irmãos; 57 como também fez tornar sobre a cabeça dos homens de Siquém todo o mal que fizeram; e veio sobre eles a maldição de Jotão, filho de Jerubaal. 1 Eis que reinará um rei com justiça, e com retidão governarão príncipes. 2 um varão servirá de abrigo contra o vento, e um refúgio contra a tempestade, como ribeiros de águas em lugares secos, e como a sombra duma grande penha em terra sedenta. 3 Os olhos dos que vêem não se ofuscarão, e os ouvidos dos que ouvem escutarão. 4 O coração dos imprudentes entenderá o conhecimento, e a língua dos gagos estará pronta para falar distintamente. 5 Ao tolo nunca mais se chamará nobre, e do avarento nunca mais se dirá que é generoso. 6 Pois o tolo fala tolices, e o seu coração trama iniqüidade, para cometer profanação e proferir mentiras contra o Senhor, para deixar com fome o faminto e fazer faltar a bebida ao sedento. 7 Também as maquinações do fraudulento são más; ele maquina invenções malignas para destruir os mansos com palavras falsas, mesmo quando o pobre fala o que é reto. 8 Mas o nobre projeta coisas nobres; e nas coisas nobres persistirá. 9 Levantai-vos, mulheres que estais sossegadas e ouvi a minha voz; e vós, filhas, que estais , tão seguras, inclinai os ouvidos �s minhas palavras. 10 Num ano e dias vireis a ser perturbadas, ó mulheres que tão seguras estais; pois a vindima falhará, e a colheita não virá. 11 Tremei, mulheres que estais sossegadas, e turbai-vos, vós que estais tão seguras; despi-vos e ponde-vos nuas, e cingi com saco os vossos lombos. 12 Batei nos peitos pelos campos aprazíveis, e pela vinha frutífera; 13 pela terra do meu povo, que produz espinheiros e sarças, e por todas as casas de alegria, na cidade jubilosa. 14 Porque o palácio será abandonado, a cidade populosa ficará deserta; e o outeiro e a torre da guarda servirão de cavernas para sempre, para alegria dos asnos monteses, e para pasto dos rebanhos; 15 até que se derrame sobre nós o espírito lá do alto, e o deserto se torne em campo fértil, e o campo fértil seja reputado por um bosque. 16 Então o juízo habitará no deserto, e a justiça morará no campo fértil. 17 E a obra da justiça será paz; e o efeito da justiça será sossego e segurança para sempre. 18 O meu povo habitará em morada de paz, em moradas bem seguras, e em lugares quietos de descanso. 19 Mas haverá saraiva quando cair o bosque; e a cidade será inteiramente abatida. 20 Bem-aventurados sois vós os que semeais junto a todas as águas, que deixais livres os pés do boi e do jumento. 1 Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. 2 De repente veio do céu um ruído, como que de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. 3 E lhes apareceram umas línguas como que de fogo, que se distribuíam, e sobre cada um deles pousou uma. 4 E todos ficaram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem. 5 Habitavam então em Jerusalém judeus, homens piedosos, de todas as nações que há debaixo do céu. 6 Ouvindo-se, pois, aquele ruído, ajuntou-se a multidão; e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua. 7 E todos pasmavam e se admiravam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são galileus todos esses que estão falando? 8 Como é, pois, que os ouvimos falar cada um na própria língua em que nascemos? 9 Nós, partos, medos, e elamitas; e os que habitamos a Mesopotâmia, a Judéia e a Capadócia, o Ponto e a Ásia, 10 a Frígia e a Panfília, o Egito e as partes da Líbia próximas a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos, 11 cretenses e árabes - ouvímo-los em nossas línguas, falar das grandezas de Deus. 12 E todos pasmavam e estavam perplexos, dizendo uns aos outros: Que quer dizer isto? 13 E outros, zombando, diziam: Estão cheios de mosto. 14 Então Pedro, pondo-se em pé com os onze, levantou a voz e disse-lhes: Varões judeus e todos os que habitais em Jerusalém, seja- vos isto notório, e escutai as minhas palavras. 15 Pois estes homens não estão embriagados, como vós pensais, visto que é apenas a terceira hora do dia. 16 Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: 17 E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos mancebos terão visões, os vossos anciãos terão sonhos; 18 e sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e eles profetizarão. 19 E mostrarei prodígios em cima no céu; e sinais embaixo na terra, sangue, fogo e vapor de fumaça. 20 O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e glorioso dia do Senhor. 21 e acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. 22 Varões israelitas, escutai estas palavras: A Jesus, o nazareno, varão aprovado por Deus entre vós com milagres, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis; 23 a este, que foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, vós matastes, crucificando-o pelas mãos de iníquos; 24 ao qual Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte, pois não era possível que fosse retido por ela. 25 Porque dele fala Davi: Sempre via diante de mim o Senhor, porque está � minha direita, para que eu não seja abalado; 26 por isso se alegrou o meu coração, e a minha língua exultou; e além disso a minha carne há de repousar em esperança; 27 pois não deixarás a minha alma no hades, nem permitirás que o teu Santo veja a corrupção; 28 fizeste-me conhecer os caminhos da vida; encher-me-ás de alegria na tua presença. 29 Irmãos, seja-me permitido dizer-vos livremente acerca do patriarca Davi, que ele morreu e foi sepultado, e entre nós está até hoje a sua sepultura. 30 Sendo, pois, ele profeta, e sabendo que Deus lhe havia prometido com juramento que faria sentar sobre o seu trono um dos seus descendentes - 31 prevendo isto, Davi falou da ressurreição de Cristo, que a sua alma não foi deixada no hades, nem a sua carne viu a corrupção. 32 Ora, a este Jesus, Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas. 33 De sorte que, exaltado pela dextra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis. 34 Porque Davi não subiu aos céus, mas ele próprio declara: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te � minha direita, 35 até que eu ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés. 36 Saiba pois com certeza toda a casa de Israel que a esse mesmo Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo. 37 E, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração, e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? 38 Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo. 39 Porque a promessa vos pertence a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe: a quantos o Senhor nosso Deus chamar. 40 E com muitas outras palavras dava testemunho, e os exortava, dizendo: salvai-vos desta geração perversa. 41 De sorte que foram batizados os que receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas; 42 e perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. 43 Em cada alma havia temor, e muitos prodígios e sinais eram feitos pelos apóstolos. 44 Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum. 45 E vendiam suas propriedades e bens e os repartiam por todos, segundo a necessidade de cada um. 46 E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração, 47 louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos.
Link Options
More Options
[X]