Salmos 49; Salmos 50; Romanos 1

1 Ouvi isto, vós todos os povos; inclinai os ouvidos, todos os habitantes do mundo, 2 quer humildes quer grandes, tanto ricos como pobres. 3 A minha boca falará a sabedoria, e a meditação do meu coração será de entendimento. 4 Inclinarei os meus ouvidos a uma parábola; decifrarei o meu enigma ao som da harpa. 5 Por que temeria eu nos dias da adversidade, ao cercar-me a iniqüidade dos meus perseguidores, 6 dos que confiam nos seus bens e se gloriam na multidão das suas riquezas? 7 Nenhum deles de modo algum pode remir a seu irmão, nem por ele dar um resgate a Deus, 8 (pois a redenção da sua vida é caríssima, de sorte que os seus recursos não dariam;) 9 para que continuasse a viver para sempre, e não visse a cova. 10 Sim, ele verá que até os sábios morrem, que perecem igualmente o néscio e o estúpido, e deixam a outros os seus bens. 11 O pensamento íntimo deles é que as suas casas são perpétuas e as suas habitações de geração em geração; dão �s suas terras os seus próprios nomes. 12 Mas o homem, embora esteja em honra, não permanece; antes é como os animais que perecem. 13 Este é o destino dos que confiam em si mesmos; o fim dos que se satisfazem com as suas próprias palavras. 14 Como ovelhas são arrebanhados ao Seol; a morte os pastoreia; ao romper do dia os retos terão domínio sobre eles; e a sua formosura se consumirá no Seol, que lhes será por habitação. 15 Mas Deus remirá a minha alma do poder do Seol, pois me receberá. 16 Não temas quando alguém se enriquece, quando a glória da sua casa aumenta. 17 Pois, quando morrer, nada levará consigo; a sua glória não descerá após ele. 18 Ainda que ele, enquanto vivo, se considera feliz e os homens o louvam quando faz o bem a si mesmo, 19 ele irá ter com a geração de seus pais; eles nunca mais verão a luz 20 Mas o homem, embora esteja em honra, não permanece; antes é como os animais que perecem.
1 O Poderoso, o Senhor Deus, fala e convoca a terra desde o nascer do sol até o seu ocaso. 2 Desde Sião, a perfeição da formosura. Deus resplandece. 3 O nosso Deus vem, e não guarda silêncio; diante dele há um fogo devorador, e grande tormenta ao seu redor. 4 Ele intima os altos céus e a terra, para o julgamento do seu povo: 5 Congregai os meus santos, aqueles que fizeram comigo um pacto por meio de sacrifícios. 6 Os céus proclamam a justiça dele, pois Deus mesmo é Juiz. 7 Ouve, povo meu, e eu falarei; ouve, ó Israel, e eu te protestarei: Eu sou Deus, o teu Deus. 8 Não te repreendo pelos teus sacrifícios, pois os teus holocaustos estão de contínuo perante mim. 9 Da tua casa não aceitarei novilho, nem bodes dos teus currais. 10 Porque meu é todo animal da selva, e o gado sobre milhares de outeiros. 11 Conheço todas as aves dos montes, e tudo o que se move no campo é meu. 12 Se eu tivesse fome, não to diria pois meu é o mundo e a sua plenitude. 13 Comerei eu carne de touros? ou beberei sangue de bodes? 14 Oferece a Deus por sacrifício ações de graças, e paga ao Altíssimo os teus votos; 15 e invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás. 16 Mas ao ímpio diz Deus: Que fazes tu em recitares os meus estatutos, e em tomares o meu pacto na tua boca, 17 visto que aborreces a correção, e lanças as minhas palavras para trás de ti? 18 Quando vês um ladrão, tu te comprazes nele; e tens parte com os adúlteros. 19 Soltas a tua boca para o mal, e a tua língua trama enganos. 20 Tu te sentas a falar contra teu irmão; difamas o filho de tua mãe. 21 Estas coisas tens feito, e eu me calei; pensavas que na verdade eu era como tu; mas eu te argüirei, e tudo te porei � vista. 22 Considerai pois isto, vós que vos esqueceis de Deus, para que eu não vos despedace, sem que haja quem vos livre. 23 Aquele que oferece por sacrifício ações de graças me glorifica; e �quele que bem ordena o seu caminho eu mostrarei a salvação de Deus.
1 Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus, 2 que ele antes havia prometido pelos seus profetas nas santas Escrituras, 3 acerca de seu Filho, que nasceu da descendência de Davi segundo a carne, 4 e que com poder foi declarado Filho de Deus segundo o espírito de santidade, pela ressurreição dentre os mortos - Jesus Cristo nosso Senhor, 5 pelo qual recebemos a graça e o apostolado, por amor do seu nome, para a obediência da fé entre todos os gentios, 6 entre os quais sois também vós chamados para serdes de Jesus Cristo; 7 a todos os que estais em Roma, amados de Deus, chamados para serdes santos: Graça a vós, e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. 8 Primeiramente dou graças ao meu Deus, mediante Jesus Cristo, por todos vós, porque em todo o mundo é anunciada a vossa fé. 9 Pois Deus, a quem sirvo em meu espírito, no evangelho de seu Filho, me é testemunha de como incessantemente faço menção de vós, 10 pedindo sempre em minhas orações que, afinal, pela vontade de Deus, se me ofereça boa ocasião para ir ter convosco. 11 Porque desejo muito ver-vos, para vos comunicar algum dom espiritual, a fim de que sejais fortalecidos; 12 isto é, para que juntamente convosco eu seja consolado em vós pela fé mútua, vossa e minha. 13 E não quero que ignoreis, irmãos, que muitas vezes propus visitar-vos (mas até agora tenho sido impedido), para conseguir algum fruto entre vós, como também entre os demais gentios. 14 Eu sou devedor, tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes. 15 De modo que, quanto está em mim, estou pronto para anunciar o evangelho também a vós que estais em Roma. 16 Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. 17 Porque no evangelho é revelada, de fé em fé, a justiça de Deus, como está escrito: Mas o justo viverá da fé. 18 Pois do céu é revelada a ira de Deus contra toda a impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça. 19 Porquanto, o que de Deus se pode conhecer, neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. 20 Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis; 21 porquanto, tendo conhecido a Deus, contudo não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes nas suas especulações se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. 22 Dizendo-se sábios, tornaram-se estultos, 23 e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. 24 Por isso Deus os entregou, nas concupiscências de seus corações, � imundícia, para serem os seus corpos desonrados entre si; 25 pois trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram � criatura antes que ao Criador, que é bendito eternamente. Amém. 26 Pelo que Deus os entregou a paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural no que é contrário � natureza; 27 semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para como os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro. 28 E assim como eles rejeitaram o conhecimento de Deus, Deus, por sua vez, os entregou a um sentimento depravado, para fazerem coisas que não convêm; 29 estando cheios de toda a injustiça, malícia, cobiça, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, dolo, malignidade; 30 sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes ao pais; 31 néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, sem misericórdia; 32 os quais, conhecendo bem o decreto de Deus, que declara dignos de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que as praticam.