Salmos 54; Salmos 55; Salmos 56; Romanos 3

1 Salva-me, ó Deus, pelo teu nome, e faze-me justiça pelo teu poder. 2 Ó Deus, ouve a minha oração, dá ouvidos �s palavras da minha boca. 3 Porque homens insolentes se levantam contra mim, e violentos procuram a minha vida; eles não põem a Deus diante de si. 4 Eis que Deus é o meu ajudador; o Senhor é quem sustenta a minha vida. 5 Faze recair o mal sobre os meus inimigos; destrói-os por tua verdade. 6 De livre vontade te oferecerei sacrifícios; louvarei o teu nome, ó Senhor, porque é bom. 7 Porque tu me livraste de toda a angústia; e os meus olhos viram a ruína dos meus inimigos.
1 Dá ouvidos, ó Deus, � minha oração, e não te escondas da minha súplica. 2 Atende-me, e ouve-me; agitado estou, e ando perplexo, 3 por causa do clamor do inimigo e da opressão do ímpio; pois lançam sobre mim iniqüidade, e com furor me perseguem. 4 O meu coração confrange-se dentro de mim, e terrores de morte sobre mim caíram. 5 Temor e tremor me sobrevêm, e o horror me envolveu. 6 Pelo que eu disse: Ah! quem me dera asas como de pomba! então voaria, e encontraria descanso. 7 Eis que eu fugiria para longe, e pernoitaria no deserto. 8 Apressar-me-ia a abrigar-me da fúria do vento e da tempestade. 9 Destrói, Senhor, confunde as suas línguas, pois vejo violência e contenda na cidade. 10 Dia e noite andam ao redor dela, sobre os seus muros; também iniqüidade e malícia estão no meio dela. 11 Há destruição lá dentro; opressão e fraude não se apartam das suas ruas. 12 Pois não é um inimigo que me afronta, então eu poderia suportá-lo; nem é um adversário que se exalta contra mim, porque dele poderia esconder-me; 13 mas és tu, homem meu igual, meu companheiro e meu amigo íntimo. 14 Conservávamos juntos tranqüilamente, e em companhia andávamos na casa de Deus. 15 A morte os assalte, e vivos desçam ao Seol; porque há maldade na sua morada, no seu próprio íntimo. 16 Mas eu invocarei a Deus, e o Senhor me salvará. 17 De tarde, de manhã e ao meio-dia me queixarei e me lamentarei; e ele ouvirá a minha voz. 18 Livrará em paz a minha vida, de modo que ninguém se aproxime de mim; pois há muitos que contendem contra mim. 19 Deus ouvirá; e lhes responderá aquele que está entronizado desde a antigüidade; porque não há neles nenhuma mudança, e tampouco temem a Deus. 20 Aquele meu companheiro estendeu a sua mão contra os que tinham paz com ele; violou o seu pacto. 21 A sua fala era macia como manteiga, mas no seu coração havia guerra; as suas palavras eram mais brandas do que o azeite, todavia eram espadas desembainhadas. 22 Lança o teu fardo sobre o Senhor, e ele te susterá; nunca permitirá que o justo seja abalado. 23 Mas tu, ó Deus, os farás descer ao poço da perdição; homens de sangue e de traição não viverão metade dos seus dias; mas eu em ti confiarei.
1 Compadece-te de mim, ó Deus, pois homens me calcam aos pés e, pelejando, me aflingem o dia todo. 2 Os meus inimigos me calcam aos pés o dia todo, pois são muitos os que insolentemente pelejam contra mim. 3 No dia em que eu temer, hei de confiar em ti. 4 Em Deus, cuja palavra eu lovo, em Deus ponho a minha confiança e não terei medo; 5 Todos os dias torcem as minhas palavras; todos os seus pensamentos são contra mim para o mal. 6 Ajuntam-se, escondem-se, espiam os meus passos, como que aguardando a minha morte. 7 Escaparão eles por meio da sua iniqüidade? Ó Deus, derruba os povos na tua ira! 8 Tu contaste as minhas aflições; põe as minhas lágrimas no teu odre; não estão elas no teu livro? 9 No dia em que eu te invocar retrocederão os meus inimigos; isto eu sei, que Deus está comigo. 10 Em Deus, cuja palavra eu louvo, no Senhor, cuja palavra eu louvo, 11 em Deus ponho a minha confiança, e não terei medo; que me pode fazer o homem? 12 Sobre mim estão os votos que te fiz, ó Deus; eu te oferecerei ações de graças; 13 pois tu livraste a minha alma da morte. Não livraste também os meus pés de tropeçarem, para que eu ande diante de Deus na luz da vida?
1 Que vantagem, pois, tem o judeu? ou qual a utilidade da circuncisão? 2 Muita, em todo sentido; primeiramente, porque lhe foram confiados os oráculos de Deus. 3 Pois quê? Se alguns foram infiéis, porventura a sua infidelidade anulará a fidelidade de Deus? 4 De modo nenhum; antes seja Deus verdadeiro, e todo homem mentiroso; como está escrito: Para que sejas justificado em tuas palavras, e venças quando fores julgado. 5 E, se a nossa injustiça prova a justiça de Deus, que diremos? Acaso Deus, que castiga com ira, é injusto? (Falo como homem.) 6 De modo nenhum; do contrário, como julgará Deus o mundo? 7 Mas, se pela minha mentira abundou mais a verdade de Deus para sua glória, por que sou eu ainda julgado como pecador? 8 E por que não dizemos: Façamos o mal para que venha o bem? - como alguns caluniosamente afirmam que dizemos; a condenação dos quais é justa. 9 Pois quê? Somos melhores do que eles? De maneira nenhuma, pois já demonstramos que, tanto judeus como gregos, todos estão debaixo do pecado; 10 como está escrito: Não há justo, nem sequer um. 11 Não há quem entenda; não há quem busque a Deus. 12 Todos se extraviaram; juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só. 13 A sua garganta é um sepulcro aberto; com as suas línguas tratam enganosamente; peçonha de áspides está debaixo dos seus lábios; 14 a sua boca está cheia de maldição e amargura. 15 Os seus pés são ligeiros para derramar sangue. 16 Nos seus caminhos há destruição e miséria; 17 e não conheceram o caminho da paz. 18 Não há temor de Deus diante dos seus olhos. 19 Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que se cale toda boca e todo o mundo fique sujeito ao juízo de Deus; 20 porquanto pelas obras da lei nenhum homem será justificado diante dele; pois o que vem pela lei é o pleno conhecimento do pecado. 21 Mas agora, sem lei, tem-se manifestado a justiça de Deus, que é atestada pela lei e pelos profetas; 22 isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos os que crêem; pois não há distinção. 23 Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; 24 sendo justificados gratuitamente pela sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, 25 ao qual Deus propôs como propiciação, pela fé, no seu sangue, para demonstração da sua justiça por ter ele na sua paciência, deixado de lado os delitos outrora cometidos; 26 para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e também justificador daquele que tem fé em Jesus. 27 Onde está logo a jactância? Foi excluída. Por que lei? Das obras? Não; mas pela lei da fé. 28 concluímos pois que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei. 29 É porventura Deus somente dos judeus? Não é também dos gentios? Também dos gentios, certamente, 30 se é que Deus é um só, que pela fé há de justificar a circuncisão, e também por meio da fé a incircuncisão. 31 Anulamos, pois, a lei pela fé? De modo nenhum; antes estabelecemos a lei.