Salmos 79; Salmos 80; Romanos 11:1-18

1 Ó Deus, as nações invadiram a tua herança; contaminaram o teu santo templo; reduziram Jerusalém a ruínas. 2 Deram os cadáveres dos teus servos como pastos �s aves dos céus, e a carne dos teus santos aos animais da terra. 3 Derramaram o sangue deles como água ao redor de Jerusalém, e não houve quem os sepultasse. 4 Somos feitos o opróbrio dos nossos vizinhos, o escárnio e a zombaria dos que estão em redor de nós. 5 Até quando, Senhor? Indignar-te-ás para sempre? Arderá o teu zelo como fogo? 6 Derrama o teu furor sobre as nações que não te conhecem, e sobre os reinos que não invocam o teu nome; 7 porque eles devoraram a Jacó, e assolaram a sua morada. 8 Não te lembres contra nós das iniqüidades de nossos pais; venha depressa ao nosso encontro a tua compaixão, pois estamos muito abatidos. 9 Ajuda-nos, ó Deus da nossa salvação, pela glória do teu nome; livra-nos, e perdoa os nossos pecados, por amor do teu nome. 10 Por que diriam as nações: Onde está o seu Deus? Torne-se manifesta entre as nações, � nossa vista, a vingança do sangue derramado dos teus servos. 11 Chegue � tua presença o gemido dos presos; segundo a grandeza do teu braço, preserva aqueles que estão condenados � morte. 12 E aos nossos vizinhos, deita-lhes no regaço, setuplicadamente, a injúria com que te injuriaram, Senhor. 13 Assim nós, teu povo ovelhas de teu pasto, te louvaremos eternamente; de geração em geração publicaremos os teus louvores.
1 Ó pastor de Israel, dá ouvidos; tu, que guias a José como a um rebanho, que estás entronizado sobre os querubins, resplandece. 2 Perante Efraim, Benjamim e Manassés, desperta o teu poder, e vem salvar-nos. 3 Reabilita-nos, ó Deus; faze resplandecer o teu rosto, para que sejamos salvos. 4 Ó Senhor Deus dos exércitos, até quando te indignarás contra a oração do teu povo? 5 Tu os alimentaste com pão de lágrimas, e lhes deste a beber lágrimas em abundância. 6 Tu nos fazes objeto de escárnio entre os nossos vizinhos; e os nossos inimigos zombam de nós entre si. 7 Reabilita-nos, ó Deus dos exércitos; faze resplandecer o teu rosto, para que sejamos salvos. 8 Trouxeste do Egito uma videira; lançaste fora as nações, e a plantaste. 9 Preparaste-lhe lugar; e ela deitou profundas raízes, e encheu a terra. 10 Os montes cobriram-se com a sua sombra, e os cedros de Deus com os seus ramos. 11 Ela estendeu a sua ramagem até o mar, e os seus rebentos até o Rio. 12 Por que lhe derrubaste as cercas, de modo que a vindimam todos os que passam pelo caminho? 13 O javali da selva a devasta, e as feras do campo alimentam-se dela. 14 Ó Deus dos exércitos, volta-te, nós te rogamos; atende do céu, e vê, e visita esta videira, 15 a videira que a tua destra plantou, e o sarmento que fortificaste para ti. 16 Está queimada pelo fogo, está cortada; eles perecem pela repreensão do teu rosto. 17 Seja a tua mão sobre o varão da tua destra, sobre o filho do homem que fortificaste para ti. 18 E não nos afastaremos de ti; vivifica-nos, e nós invocaremos o teu nome. 19 Reabilita-nos, Senhor Deus dos exércitos; faze resplandecer o teu rosto, para que sejamos salvos.
1 Pergunto, pois: Acaso rejeitou Deus ao seu povo? De modo nenhum; por que eu também sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim. 2 Deus não rejeitou ao seu povo que antes conheceu. Ou não sabeis o que a Escritura diz de Elias, como ele fala a Deus contra Israel, dizendo: 3 Senhor, mataram os teus profetas, e derribaram os teus altares; e só eu fiquei, e procuraram tirar-me a vida? 4 Mas que lhe diz a resposta divina? Reservei para mim sete mil varões que não dobraram os joelhos diante de Baal. 5 Assim, pois, também no tempo presente ficou um remanescente segundo a eleição da graça. 6 Mas se é pela graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça. 7 Pois quê? O que Israel busca, isso não o alcançou; mas os eleitos alcançaram; e os outros foram endurecidos, 8 como está escrito: Deus lhes deu um espírito entorpecido, olhos para não verem, e ouvidos para não ouvirem, até o dia de hoje. 9 E Davi diz: Torne-se-lhes a sua mesa em laço, e em armadilha, e em tropeço, e em retribuição; 10 escureçam-se-lhes os olhos para não verem, e tu encurva-lhes sempre as costas. 11 Logo, pergunto: Porventura tropeçaram de modo que caíssem? De maneira nenhuma, antes pelo seu tropeço veio a salvação aos gentios, para os incitar � emulação. 12 Ora se o tropeço deles é a riqueza do mundo, e a sua diminuição a riqueza dos gentios, quanto mais a sua plenitude! 13 Mas é a vós, gentios, que falo; e, porquanto sou apóstolo dos gentios, glorifico o meu ministério, 14 para ver se de algum modo posso incitar � emulação os da minha raça e salvar alguns deles. 15 Porque, se a sua rejeição é a reconciliação do mundo, qual será a sua admissão, senão a vida dentre os mortos? 16 Se as primícias são santas, também a massa o é; e se a raiz é santa, também os ramos o são. 17 E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro, foste enxertado no lugar deles e feito participante da raiz e da seiva da oliveira, 18 não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti.