Provérbios 22; Provérbios 23; Provérbios 24

1 Mais digno de ser escolhido é o bom nome do que as muitas riquezas; e o favor é melhor do que a prata e o ouro. 2 O rico e o pobre se encontram; quem os faz a ambos é o Senhor. 3 O prudente vê o perigo e esconde-se; mas os simples passam adiante e sofrem a pena. 4 O galardão da humildade e do temor do Senhor é riquezas, e honra e vida. 5 Espinhos e laços há no caminho do perverso; o que guarda a sua alma retira-se para longe deles. 6 Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele. 7 O rico domina sobre os pobres; e o que toma emprestado é servo do que empresta. 8 O que semear a perversidade segará males; e a vara da sua indignação falhará. 9 Quem vê com olhos bondosos será abençoado; porque dá do seu pão ao pobre. 10 Lança fora ao escarnecedor, e a contenda se irá; cessarao a rixa e a injúria. 11 O que ama a pureza do coração, e que tem graça nos seus lábios, terá por seu amigo o rei. 12 Os olhos do Senhor preservam o que tem conhecimento; mas ele transtorna as palavras do prevaricador. 13 Diz o preguiçoso: um leão está lá fora; serei morto no meio das ruas. 14 Cova profunda é a boca da adúltera; aquele contra quem o Senhor está irado cairá nela. 15 A estultícia está ligada ao coração do menino; mas a vara da correção a afugentará dele. 16 O que para aumentar o seu lucro oprime o pobre, e dá ao rico, certamente chegará �: penuria. 17 Inclina o teu ouvido e ouve as palavras dos sábios, e aplica o teu coração ao meu conhecimento. 18 Porque será coisa suave, se os guardares no teu peito, se estiverem todos eles prontos nos teus lábios. 19 Para que a tua confiança esteja no senhor, a ti tos fiz saber hoje, sim, a ti mesmo. 20 Porventura não te escrevi excelentes coisas acerca dos conselhos e do conhecimento, 21 para te fazer saber a certeza das palavras de verdade, para que possas responder com palavras de verdade aos que te enviarem? 22 Não roubes ao pobre, porque é pobre; nem oprimas ao aflito na porta; 23 porque o Senhor defenderá a sua causa em juízo, e aos que os roubam lhes tirará a vida. 24 Não faças amizade com o iracundo; nem andes com o homem colérico; 25 para que não aprendas as suas veredas, e tomes um laço para a tua alma. 26 Não estejas entre os que se comprometem, que ficam por fiadores de dívidas. 27 Se não tens com que pagar, por que tirariam a tua cama de debaixo de ti? 28 Não removas os limites antigos que teus pais fixaram. 29 Vês um homem hábil na sua obrar? esse perante reis assistirá; e não assistirá perante homens obscuros.
1 Quando te assentares a comer com um governador, atenta bem para aquele que está diante de ti; 2 e põe uma faca � tua garganta, se fores homem de grande apetite. 3 Não cobices os seus manjares gostosos, porque é comida enganadora. 4 Não te fatigues para seres rico; dá de mão � tua própria sabedoria 5 Fitando tu os olhos nas riquezas, elas se vão; pois fazem para si asas, como a águia, voam para o céu. 6 Não comas o pão do avarento, nem cobices os seus manjares gostosos. 7 Porque, como ele pensa consigo mesmo, assim é; ele te diz: Come e bebe; mas o seu coração não está contigo. 8 Vomitarás o bocado que comeste, e perderás as tuas suaves palavras. 9 Não fales aos ouvidos do tolo; porque desprezará a sabedoria das tuas palavras. 10 Não removas os limites antigos; nem entres nos campos dos órfãos, 11 porque o seu redentor é forte; ele lhes pleiteará a causa contra ti. 12 Aplica o teu coração � instrução, e os teus ouvidos �s palavras do conhecimento. 13 Não retires da criança a disciplina; porque, fustigando-a tu com a vara, nem por isso morrerá. 14 Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do Seol 15 Filho meu, se o teu coração for sábio, alegrar-se-á o meu coração, sim, ó, meu próprio; 16 e exultará o meu coração, quando os teus lábios falarem coisas retas. 17 Não tenhas inveja dos pecadores; antes conserva-te no temor do Senhor todo o dia. 18 Porque deveras terás uma recompensa; não será malograda a tua esperança. 19 Ouve tu, filho meu, e sê sábio; e dirige no caminho o teu coração 20 Não estejas entre os beberrões de vinho, nem entre os comilões de carne. 21 Porque o beberrão e o comilão caem em pobreza; e a sonolência cobrirá de trapos o homem 22 Ouve a teu pai, que te gerou; e não desprezes a tua mãe, quando ela envelhecer. 23 Compra a verdade, e não a vendas; sim, a sabedoria, a disciplina, e o entendimento. 24 Grandemente se regozijará o pai do justo; e quem gerar um filho sábio, nele se alegrará. 25 Alegrem-se teu pai e tua mãe, e regozije-se aquela que te deu � luz. 26 Filho meu, dá-me o teu coração; e deleitem-se os teus olhos nos meus caminhos. 27 Porque cova profunda é a prostituta; e poço estreito é a aventureira. 28 Também ela, como o salteador, se põe a espreitar; e multiplica entre os homens os prevaricadores. 29 Para quem são os ais? para quem os pesares? para quem as pelejas, para quem as queixas? para quem as feridas sem causa? e para quem os olhos vermelhos? 30 Para os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando bebida misturada. 31 Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente. 32 No seu fim morderá como a cobra, e como o basilisco picará. 33 Os teus olhos verão coisas estranhas, e tu falarás perversidades. 34 o serás como o que se deita no meio do mar, e como o que dorme no topo do mastro. 35 E dir�s: Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando virei a despertar? ainda tornarei a buscá-lo outra vez.
1 Não tenhas inveja dos homens malignos; nem desejes estar com eles; 2 porque o seu coração medita a violência; e os seus lábios falam maliciosamente. 3 Com a sabedoria se edifica a casa, e com o entendimento ela se estabelece; 4 e pelo conhecimento se encherão as câmaras de todas as riquezas preciosas e deleitáveis. 5 O sábio é mais poderoso do que o forte; e o inteligente do que o que possui a força. 6 Porque com conselhos prudentes tu podes fazer a guerra; e há vitória na multidão dos conselheiros. 7 A sabedoria é alta demais para o insensato; ele não abre a sua boca na porta. 8 Aquele que cuida em fazer o mal, mestre de maus intentos o chamarão. 9 O desígnio do insensato é pecado; e abominável aos homens é o escarnecedor. 10 Se enfraqueces no dia da angústia, a tua força é pequena. 11 Livra os que estão sendo levados � morte, detém os que vão tropeçando para a matança. 12 Se disseres: Eis que não o sabemos; porventura aquele que pesa os corações não o percebe? e aquele que guarda a tua vida não o sabe? e não retribuirá a cada um conforme a sua obra? 13 Come mel, filho meu, porque é bom, e do favo de mel, que é doce ao teu paladar. 14 Sabe que é assim a sabedoria para a tua alma: se a achares, haverá para ti recompensa, e não será malograda a tua esperança. 15 Não te ponhas de emboscada, ó ímpio, contra a habitação do justo; nem assoles a sua pousada. 16 Porque sete vezes cai o justo, e se levanta; mas os ímpios são derribados pela calamidade. 17 Quando cair o teu inimigo, não te alegres, e quando tropeçar, não se regozije o teu coração; 18 para que o Senhor não o veja, e isso seja mau aos seus olhos, e desvie dele, a sua ira. 19 Não te aflijas por causa dos malfeitores; nem tenhas inveja dos ímpios; 20 porque o maligno não tem futuro; e a lâmpada dos ímpios se apagará. 21 Filho meu, teme ao Senhor, e ao rei; e não te entremetas com os que gostam de mudanças. 22 Porque de repente se levantará a sua calamidade; e a ruína deles, quem a conhecerá? 23 Também estes são provérbios dos sábios: Fazer acepção de pessoas no juízo não é bom. 24 Aquele que disser ao ímpio: Justo és; os povos o amaldiçoarão, as nações o detestarão; 25 mas para os que julgam retamente haverá delícias, e sobre eles virá copiosa bênção. 26 O que responde com palavras retas beija os lábios. 27 Prepara os teus trabalhos de fora, apronta bem o teu campo; e depois edifica a tua casa. 28 Não sejas testemunha sem causa contra o teu próximo; e não enganes com os teus lábios. 29 Não digas: Como ele me fez a mim, assim lhe farei a ele; pagarei a cada um segundo a sua obra. 30 Passei junto ao campo do preguiçoso, e junto � vinha do homem falto de entendimento; 31 e eis que tudo estava cheio de cardos, e a sua superfície coberta de urtigas, e o seu muro de pedra estava derrubado. 32 O que tendo eu visto, o considerei; e, vendo-o, recebi instrução. 33 Um pouco para dormir, um pouco para toscanejar, um pouco para cruzar os braços em repouso; 34 assim sobrevirá a tua pobreza como um salteador, e a tua necessidade como um homem armado.
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