Números 29; Números 30; Números 31; Marcos 9:1-29

1 No sétimo mês, no primeiro dia do mês, tereis uma santa convocação; nenhum trabalho servil fareis; será para vós dia de sonido de trombetas. 2 Oferecereis um holocausto em cheiro suave ao Senhor: um novilho, um carneiro e sete cordeiros de um ano, todos sem defeito; 3 e a sua oferta de cereais, de flor de farinha misturada com azeite, três décimos de efa para o novilho, dois décimos para o carneiro, 4 e um décimo para cada um dos sete cordeiros; 5 e um bode para oferta pelo pecado, para fazer expiação por vós; 6 além do holocausto do mês e a sua oferta de cereais, e do holocausto contínuo e a sua oferta de cereais, com as suas ofertas de libação, segundo a ordenança, em cheiro suave, oferta queimada ao Senhor. 7 Também no dia dez deste sétimo mês tereis santa convocação, e afligireis as vossas almas; nenhum trabalho fareis; 8 mas oferecereis um holocausto, em cheiro suave ao Senhor: um novilho, um carneiro e sete cordeiros de um ano, todos eles sem defeito; 9 e a sua oferta de cereais, de flor de farinha misturada com azeite, três décimos de efa para o novilho, dois décimos para o carneiro, 10 e um décimo para cada um dos sete cordeiros; 11 e um bode para oferta pelo pecado, além da oferta pelo pecado, com a qual se faz expiação, e do holocausto contínuo com a sua oferta de cereais e as suas ofertas de libação. 12 Semelhantemente, aos quinze dias deste sétimo mês tereis santa convocação; nenhum trabalho servil fareis; mas por sete dias celebrareis festa ao Senhor. 13 Oferecereis um holocausto em oferta queimada, de cheiro suave ao Senhor: treze novilhos, dois carneiros e catorze cordeiros de um ano, todos eles sem defeito; 14 e a sua oferta de cereais, de flor de farinha misturada com azeite, três décimos de efa para cada um dos treze novilhos, dois décimos para cada um dos dois carneiros, 15 e um décimo para cada um dos catorze cordeiros; 16 e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo com a sua oferta de cereais e a sua oferta de libação. 17 No segundo dia, doze novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito; 18 e a sua oferta de cereais, e as suas ofertas de libação para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo a ordenança; 19 e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo com a sua oferta de cereais e as suas ofertas de libação: 20 No terceiro dia, onze novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito; 21 e a sua oferta de cereais, e as suas ofertas de libação para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo a ordenança; 22 e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo com a sua oferta de cereais e a sua oferta de libação. 23 No quarto dia, dez novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito; 24 e a sua oferta de cereais, e as suas ofertas de libação para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo a ordenança; 25 e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo com a sua oferta de cereais e a sua oferta de libação. 26 No quinto dia, nove novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito; 27 e a sua oferta de cereais, e as suas ofertas de libação para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo a ordenança; 28 e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo com a sua oferta de cereais e a sua oferta de libação. 29 No sexto dia, oito novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito; 30 e a sua oferta de cereais, e as suas ofertas de libação para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo a ordenança; 31 e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo com a sua oferta de cereais e a sua oferta de libação. 32 No sétimo dia, sete novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito; 33 e a sua oferta de cereais, e as suas ofertas de libação para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo a ordenança; 34 e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo com a sua oferta de cereais e a sua oferta de libação. 35 No oitavo dia tereis assembléia solene; nenhum trabalho servil fareis; 36 mas oferecereis um holocausto em oferta queimada de cheiro suave ao Senhor: um novilho, um carneiro, sete cordeiros de um ano, sem defeito; 37 e a sua oferta de cereais, e as suas ofertas de libação para o novilho, para o carneiro e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo a ordenança; 38 e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo com a sua oferta de cereais e a sua oferta de libação. 39 Oferecereis essas coisas ao Senhor nas vossas festas fixas, além dos vossos votos, e das vossas ofertas voluntárias, tanto para os vossos holocaustos, como para as vossas ofertas de cereais, as vossas ofertas de libações e os vossos sacrifícios de ofertas pacíficas. 40 Falou, pois, Moisés aos filhos de Israel, conforme tudo o que o Senhor lhe ordenara.
1 Depois disse Moisés aos cabeças das tribos dos filhos de Israel: Isto é o que o Senhor ordenou: 2 Quando um homem fizer voto ao Senhor, ou jurar, ligando-se com obrigação, não violará a sua palavra; segundo tudo o que sair da sua boca fará. 3 Também quando uma mulher, na sua mocidade, estando ainda na casa de seu pai, fizer voto ao Senhor, e com obrigação se ligar, 4 e seu pai souber do seu voto e da obrigação com que se ligou, e se calar para com ela, então todos os seus votos serão válidos, e toda a obrigação com que se ligou será válida. 5 Mas se seu pai lho vedar no dia em que o souber, todos os seus votos e as suas obrigações, com que se tiver ligado, deixarão de ser válidos; e o Senhor lhe perdoará, porquanto seu pai lhos vedou. 6 Se ela se casar enquanto ainda estiverem sobre ela os seus votos ou o dito irrefletido dos seus lábios, com que se tiver obrigado, 7 e seu marido o souber e se calar para com ela no dia em que o souber, os votos dela serão válidos; e as obrigações com que se ligou serão válidas. 8 Mas se seu marido lho vedar no dia em que o souber, anulará o voto que estiver sobre ela, como também o dito irrefletido dos seus lábios, com que se tiver obrigado; e o senhor lhe perdoará. 9 No tocante ao voto de uma viúva ou de uma repudiada, tudo com que se obrigar ser-lhe-á válido. 10 Se ela, porém, fez voto na casa de seu marido, ou se obrigou com juramento, 11 e seu marido o soube e se calou para com ela, não lho vedando, todos os seus votos serão válidos; e toda a obrigação com que se ligou será válida. 12 Se, porém, seu marido de todo lhos anulou no dia em que os soube, deixará de ser válido tudo quanto saiu dos lábios dela, quer no tocante aos seus votos, quer no tocante �quilo a que se obrigou; seu marido lhos anulou; e o senhor lhe perdoará. 13 Todo voto, e todo juramento de obrigação, que ela tiver feito para afligir a alma, seu marido pode confirmá-lo, ou pode anulá-lo. 14 Se, porém, seu marido, de dia em dia, se calar inteiramente para com ela, confirma todos os votos e todas as obrigações que estiverem sobre ela; ele lhos confirmou, porquanto se calou para com ela no dia em que os soube. 15 Mas se de todo lhos anular depois de os ter sabido, ele levará sobre si a iniqüidade dela. 16 Esses são os estatutos que o Senhor ordenou a Moisés, entre o marido e sua mulher, entre o pai e sua filha, na sua mocidade, em casa de seu pai.
1 Disse mais o Senhor a Moisés: 2 Vinga os filhos de Israel dos midianitas; depois serás recolhido ao teu povo. 3 Falou, pois, Moisés ao povo, dizendo: Armai homens dentre vós para a guerra, a fim de que saiam contra Midiã, para executarem a vingança do Senhor sobre Midiã. 4 Enviareis � guerra mil de cada tribo entre todas as tribos de Israel. 5 Assim foram entregues dos milhares de Israel, mil de cada tribo, doze mil armados para a peleja. 6 E Moisés mandou � guerra esses mil de cada tribo, e com eles Finéias, filho de Eleazar, o sacerdote, o qual levava na mão os vasos do santuário e as trombetas para tocarem o alarme. 7 E pelejaram contra Midiã, como o senhor ordenara a Moisés; e mataram a todos os homens. 8 Com eles mataram também os reis de Midiã, a saber, Evi, Requem, Zur, Hur e Reba, cinco reis de Midiã; igualmente mataram � espada a Balaão, filho de Beor. 9 Também os filhos de Israel levaram presas as mulheres dos midianitas e os seus pequeninos; e despojaram-nos de todo o seu gado, e de todos os seus rebanhos, enfim, de todos os seus bens; 10 queimaram a fogo todas as cidades em que eles habitavam e todos os seus acampamentos; 11 tomaram todo o despojo e toda a presa, tanto de homens como de animais; 12 e trouxeram os cativos e a presa e o despojo a Moisés, a Eleazar, o sacerdote, e � congregação dos filhos de Israel, ao arraial, nas planícies de Moabe, que estão junto do Jordão, na altura de Jericó. 13 Saíram, pois, Moisés e Eleazar, o sacerdote, e todos os príncipes da congregação, ao encontro deles fora do arraial. 14 E indignou-se Moisés contra os oficiais do exército, chefes dos milhares e chefes das centenas, que vinham do serviço da guerra, 15 e lhes disse: Deixastes viver todas as mulheres? 16 Eis que estas foram as que, por conselho de Balaão, fizeram que os filhos de Israel pecassem contra o Senhor no caso de Peor, pelo que houve a praga entre a congregação do Senhor. 17 Agora, pois, matai todos os meninos entre as crianças, e todas as mulheres que conheceram homem, deitando-se com ele. 18 Mas todas as meninas, que não conheceram homem, deitando-se com ele, deixai-as viver para vós. 19 Acampai-vos por sete dias fora do arraial; todos vós, tanto o que tiver matado alguma pessoa, como o que tiver tocado algum morto, ao terceiro dia e ao sétimo dia purificai-vos, a vós e aos vossos cativos. 20 Também purificai-vos no tocante a todo vestido, e todo artigo de peles, e toda obra de pelos de cabras, e todo utensílio de madeira. 21 Então Eleazar, o sacerdote, disse aos homens de guerra que tinham saído � peleja: Este é o estatuto da lei que o Senhor ordenou a Moisés: 22 o ouro, a prata, o bronze, o ferro, o estanho, o chumbo, 23 tudo o que pode resistir ao fogo, fálo-eis passar pelo fogo, e ficará limpo; todavia será purificado com a água de purificação; e tudo o que não pode resistir ao fogo, fá-lo-eis passar pela água. 24 Trambém lavareis as vossas vestes ao sétimo dia, e ficareis limpos, e depois entrareis no arraial. 25 Disse mais o Senhor a Moisés: 26 Faze a soma da presa que foi tomada, tanto de homens como de animais, tu e Eleazar, o sacerdote, e os cabeças das casas paternas da congregação; 27 e divide-a em duas partes iguais, entre os que, hábeis na guerra, saíram � peleja, e toda a congregação. 28 E tomarás para o Senhor um tributo dos homens de guerra, que saíram � peleja; um em quinhentos, assim dos homens, como dos bois, dos jumentos e dos rebanhos; 29 da sua metade o tomareis, e o dareis a Eleazar, o sacerdote, para a oferta alçada do Senhor. 30 Mas da metade que pertence aos filhos de Israel tomarás um de cada cinqüenta, tanto dos homens, como dos bois, dos jumentos, dos rebanhos, enfim, de todos os animais, e os darás aos levitas, que estão encarregados do serviço do tabernáculo do Senhor. 31 Fizeram, pois, Moisés e Eleazar, o sacerdote, como o Senhor ordenara a Moisés. 32 Ora, a presa, o restante do despojo que os homens de guerra tomaram, foi de seiscentas e setenta e cinco mil ovelhas, 33 setenta e dois mil bois, 34 e sessenta e um mil jumentos; 35 e trinta e duas mil pessoas, ao todo, do sexo feminino, que ainda se conservavam virgens. 36 Assim a metade, que era a porção dos que saíram � guerra, foi em número de trezentas e trinta e sete mil e quinhentas ovelhas; 37 e das ovelhas foi o tributo para o Senhor seiscentas e setenta e cinco. 38 E foram os bois trinta e seis mil, dos quais foi o tributo para o Senhor setenta e dois. 39 E foram os jumentos trinta mil e quinhentos, dos quais foi o tributo para o Senhor sessenta e um. 40 E houve de pessoas dezesseis mil, das quais foi o tributo para o Senhor trinta e duas pessoas. 41 Moisés, pois, deu a Eleazar, o sacerdote, o tributo, que era a oferta alçada do Senhor, como o Senhor ordenara a Moises. 42 E da metade que era dos filhos de Israel, que Moisés separara da que era dos homens que pelejaram 43 (ora, a metade que coube � congregação foi, das ovelhas, trezentas e trinta e sete mil e quinhentas; 44 dos bois trinta e seis mil; 45 dos jumentos trinta mil e quinhentos; 46 e das pessoas dezesseis mil), 47 isto é, da metade que era dos filhos de Israel, Moisés tomou um de cada cinqüenta, tanto dos homens como dos animais, e os deu aos levitas, que estavam encarregados do serviço do tabernáculo do Senhor; como o Senhor ordenara a Moisés. 48 Então chegaram-se a Moisés os oficiais que estavam sobre os milhares do exército, os chefes de mil e os chefes de cem, 49 e disseram-lhe: Teus servos tomaram a soma dos homens de guerra que estiveram sob o nosso comando; e não falta nenhum de nós. 50 Pelo que trouxemos a oferta do Senhor, cada um o que achou, artigos de ouro, cadeias, braceletes, anéis, arrecadas e colares, para fazer expiação pelas nossas almas perante o Senhor. 51 Assim Moisés e Eleazar, o sacerdote, tomaram deles o ouro, todo feito em jóias. 52 E todo o ouro da oferta alçada que os chefes de mil e os chefes de cem fizeram ao Senhor, foi dezesseis mil setecentos e cinqüenta siclos 53 (pois os homens de guerra haviam tomado despojo, cada um para si). 54 Assim receberam Moisés e Eleazar, o sacerdote, o ouro dos chefes de mil e dos chefes de cem, e o puseram na tenda da revelação por memorial para os filhos de Israel perante o Senhor.
1 Disse-lhes mais: Em verdade vos digo que, dos que aqui estão, alguns há que de modo nenhum provarão a morte até que vejam o reino de Deus já chegando com poder. 2 Seis dias depois tomou Jesus consigo a Pedro, a Tiago, e a João, e os levou � parte sós, a um alto monte; e foi transfigurado diante deles; 3 as suas vestes tornaram-se resplandecentes, extremamente brancas, tais como nenhum lavandeiro sobre a terra as poderia branquear. 4 E apareceu-lhes Elias com Moisés, e falavam com Jesus. 5 Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Mestre, bom é estarmos aqui; faça-mos, pois, três cabanas, uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias. 6 Pois não sabia o que havia de dizer, porque ficaram atemorizados. 7 Nisto veio uma nuvem que os cobriu, e dela saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado; a ele ouvi. 8 De repente, tendo olhado em redor, não viram mais a ninguém consigo, senão só a Jesus. 9 Enquanto desciam do monte, ordenou-lhes que a ninguém contassem o que tinham visto, até que o Filho do homem ressurgisse dentre os mortos. 10 E eles guardaram o caso em segredo, indagando entre si o que seria o ressurgir dentre os mortos. 11 Então lhe perguntaram: Por que dizem os escribas que é necessário que Elias venha primeiro? 12 Respondeu-lhes Jesus: Na verdade Elias havia de vir primeiro, a restaurar todas as coisas; e como é que está escrito acerca do Filho do homem que ele deva padecer muito a ser aviltado? 13 Digo-vos, porém, que Elias já veio, e fizeram-lhe tudo quanto quiseram, como dele está escrito. 14 Quando chegaram aonde estavam os discípulos, viram ao redor deles uma grande multidão, e alguns escribas a discutirem com eles. 15 E logo toda a multidão, vendo a Jesus, ficou grandemente surpreendida; e correndo todos para ele, o saudavam. 16 Perguntou ele aos escribas: Que é que discutis com eles? 17 Respondeu-lhe um dentre a multidão: Mestre, eu te trouxe meu filho, que tem um espírito mudo; 18 e este, onde quer que o apanha, convulsiona-o, de modo que ele espuma, range os dentes, e vai definhando; e eu pedi aos teus discípulos que o expulsassem, e não puderam. 19 Ao que Jesus lhes respondeu: Ó geração incrédula! até quando estarei convosco? até quando vos hei de suportar? Trazei-mo. 20 Então lho trouxeram; e quando ele viu a Jesus, o espírito imediatamente o convulsionou; e o endemoninhado, caindo por terra, revolvia-se espumando. 21 E perguntou Jesus ao pai dele: Há quanto tempo sucede-lhe isto? Respondeu ele: Desde a infância; 22 e muitas vezes o tem lançado no fogo, e na água, para o destruir; mas se podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos. 23 Ao que lhe disse Jesus: Se podes! - tudo é possível ao que crê. 24 Imediatamente o pai do menino, clamando, [com lágrimas] disse: Creio! Ajuda a minha incredulidade. 25 E Jesus, vendo que a multidão, correndo, se aglomerava, repreendeu o espírito imundo, dizendo: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai dele, e nunca mais entres nele. 26 E ele, gritando, e agitando-o muito, saiu; e ficou o menino como morto, de modo que a maior parte dizia: Morreu. 27 Mas Jesus, tomando-o pela mão, o ergueu; e ele ficou em pé. 28 E quando entrou em casa, seus discípulos lhe perguntaram � parte: Por que não pudemos nós expulsá-lo? 29 Respondeu-lhes: Esta casta não sai de modo algum, salvo � força de oração [e jejum.]