Salmos 106; Salmos 107

1 Louvai ao Senhor. Louvai ao Senhor, porque ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre. 2 Quem pode referir os poderosos feitos do Senhor, ou anunciar todo o seu louvor? 3 Bem-aventurados os que observam o direito, que praticam a justiça em todos os tempos. 4 Lembra-te de mim, Senhor, quando mostrares favor ao teu povo; visita-me com a tua salvação, 5 para que eu veja a prosperidade dos teus escolhidos, para que me alegre com a alegria da tua nação, e me glorie juntamente com a tua herança. 6 Nós pecamos, como nossos pais; cometemos a iniqüidade, andamos perversamente. 7 Nossos pais não atentaram para as tuas maravilhas no Egito, não se lembraram da multidão das tuas benignidades; antes foram rebeldes contra o Altíssimo junto ao Mar Vermelho. 8 Não obstante, ele os salvou por amor do seu nome, para fazer conhecido o seu poder. 9 Pois repreendeu o Mar Vermelho e este se secou; e os fez caminhar pelos abismos como pelo deserto. 10 Salvou-os da mão do adversário, livrou-os do poder do inimigo. 11 As águas, porém, cobriram os seus adversários; nem um só deles ficou. 12 Então creram nas palavras dele e cantaram-lhe louvor. 13 Cedo, porém, se esqueceram das suas obras; não esperaram pelo seu conselho; 14 mas deixaram-se levar pela cobiça no deserto, e tentaram a Deus no ermo. 15 E ele lhes deu o que pediram, mas fê-los definhar de doença. 16 Tiveram inveja de Moisés no acampamento, e de Arão, o santo do Senhor. 17 Abriu-se a terra, e engoliu a Datã, e cobriu a companhia de Abirão; 18 ateou-se um fogo no meio da congregação; e chama abrasou os ímpios. 19 Fizeram um bezerro em Horebe, e adoraram uma imagem de fundição. 20 Assim trocaram a sua glória pela figura de um boi que come erva. 21 Esqueceram-se de Deus seu Salvador, que fizera grandes coisas no Egito, 22 maravilhas na terra de Cão, coisas tremendas junto ao Mar Vermelho. 23 Pelo que os teria destruído, como dissera, se Moisés, seu escolhido, não se tivesse interposto diante dele, para desviar a sua indignação, a fim de que não os destruísse. 24 Também desprezaram a terra aprazível; não confiaram na sua promessa; 25 antes murmuraram em suas tendas e não deram ouvidos � voz do Senhor. 26 Pelo que levantou a sua mão contra eles, afirmando que os faria cair no deserto; 27 que dispersaria também a sua descendência entre as nações, e os espalharia pelas terras. 28 Também se apegaram a Baal-Peor, e comeram sacrifícios oferecidos aos mortos. 29 Assim o provocaram � ira com as suas ações; e uma praga rebentou entre eles. 30 Então se levantou Finéias, que executou o juízo; e cessou aquela praga. 31 E isto lhe foi imputado como justiça, de geração em geração, para sempre. 32 Indignaram-no também junto �s águas de Meribá, de sorte que sucedeu mal a Moisés por causa deles; 33 porque amarguraram o seu espírito; e ele falou imprudentemente com seus lábios. 34 Não destruíram os povos, como o Senhor lhes ordenara; 35 antes se misturaram com as nações, e aprenderam as suas obras. 36 Serviram aos seus ídolos, que vieram a ser-lhes um laço; 37 sacrificaram seus filhos e suas filhas aos demônios; 38 e derramaram sangue inocente, o sangue de seus filhos e de suas filhas, que eles sacrificaram aos ídolos de Canaã; e a terra foi manchada com sangue. 39 Assim se contaminaram com as suas obras, e se prostituíram pelos seus feitos. 40 Pelo que se acendeu a ira do Senhor contra o seu povo, de modo que abominou a sua herança; 41 entregou-os nas mãos das nações, e aqueles que os odiavam dominavam sobre eles. 42 Os seus inimigos os oprimiram, e debaixo das mãos destes foram eles humilhados. 43 Muitas vezes os livrou; mas eles foram rebeldes nos seus desígnios, e foram abatidos pela sua iniqüidade. 44 Contudo, atentou para a sua aflição, quando ouviu o seu clamor; 45 e a favor deles lembrou-se do seu pacto, e aplacou-se, segundo a abundância da sua benignidade. 46 Por isso fez com que obtivessem compaixão da parte daqueles que os levaram cativos. 47 Salva-nos, Senhor, nosso Deus, e congrega-nos dentre as nações, para que louvemos o teu santo nome, e nos gloriemos no teu louvor. 48 Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, de eternidade em eternidade! E diga todo o povo: Amém. Louvai ao Senhor.
1 Dai graças ao Senhor, porque ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre; 2 digam-no os remidos do Senhor, os quais ele remiu da mão do inimigo, 3 e os que congregou dentre as terras, do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul. 4 Andaram desgarrados pelo deserto, por caminho ermo; não acharam cidade em que habitassem. 5 Andavam famintos e sedentos; desfalecia-lhes a alma. 6 E clamaram ao Senhor na sua tribulação, e ele os livrou das suas angústias; 7 conduziu-os por um caminho direito, para irem a uma cidade em que habitassem. 8 Dêem graças ao Senhor pela sua benignidade, e pelas suas maravilhas para com os filhos dos homens! 9 Pois ele satisfaz a alma sedenta, e enche de bens a alma faminta. 10 Quanto aos que se assentavam nas trevas e sombra da morte, presos em aflição e em ferros, 11 por se haverem rebelado contra as palavras de Deus, e desprezado o conselho do Altíssimo, 12 eis que lhes abateu o coração com trabalho; tropeçaram, e não houve quem os ajudasse. 13 Então clamaram ao Senhor na sua tribulação, e ele os livrou das suas angústias. 14 Tirou-os das trevas e da sombra da morte, e quebrou-lhes as prisões. 15 Dêem graças ao Senhor pela sua benignidade, e pelas suas maravilhas para com os filhos dos homens! 16 Pois quebrou as portas de bronze e despedaçou as trancas de ferro. 17 Os insensatos, por causa do seu caminho de transgressão, e por causa das suas iniqüidades, são afligidos. 18 A sua alma aborreceu toda sorte de comida, e eles chegaram até as portas da morte. 19 Então clamaram ao Senhor na sua tribulação, e ele os livrou das suas angústias. 20 Enviou a sua palavra, e os sarou, e os livrou da destruição. 21 Dêem graças ao Senhor pela sua benignidade, e pelas suas maravilhas para com os filhos dos homens! 22 Ofereçam sacrifícios de louvor, e relatem as suas obras com regozijo! 23 Os que descem ao mar em navios, os que fazem comércio nas grandes águas, 24 esses vêem as obras do Senhor, e as suas maravilhas no abismo. 25 Pois ele manda, e faz levantar o vento tempestuoso, que eleva as ondas do mar. 26 Eles sobem ao céu, descem ao abismo; esvaece-lhes a alma de aflição. 27 Balançam e cambaleiam como ébrios, e perdem todo o tino. 28 Então clamam ao Senhor na sua tribulação, e ele os livra das suas angústias. 29 Faz cessar a tormenta, de modo que se acalmam as ondas. 30 Então eles se alegram com a bonança; e assim ele os leva ao porto desejado. 31 Dêem graças ao Senhor pela sua benignidade, e pelas suas maravilhas para com os filhos dos homens! 32 Exaltem-no na congregação do povo, e louvem-no na assembléia dos anciãos! 33 Ele converte rios em deserto, e nascentes em terra sedenta; 34 a terra frutífera em deserto salgado, por causa da maldade dos que nela habitam. 35 Converte o deserto em lagos, e a terra seca em nascentes. 36 E faz habitar ali os famintos, que edificam uma cidade para sua habitação; 37 semeiam campos e plantam vinhas, que produzem frutos abundantes. 38 Ele os abençoa, de modo que se multiplicam sobremaneira; e não permite que o seu gado diminua. 39 Quando eles decrescem e são abatidos pela opressão, aflição e tristeza, 40 ele lança o desprezo sobre os príncipes, e os faz desgarrados pelo deserto, onde não há caminho. 41 Mas levanta da opressão o necessitado para um alto retiro, e dá-lhe famílias como um rebanho. 42 Os retos o vêem e se regozijam, e toda a iniqüidade tapa a sua própria boca. 43 Quem é sábio observe estas coisas, e considere atentamente as benignidades do Senhor.
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