2 Samuel 22; 2 Samuel 23; Salmos 57

1 Davi dirigiu ao Senhor as palavras deste cântico, no dia em que o Senhor o livrou das mãos de todos os seus inimigos e das mãos de Saul, dizendo: 2 O Senhor é o meu rochedo, a minha fortaleza e o meu libertador. 3 É meu Deus, a minha rocha, nele confiarei; é o meu escudo, e a força da minha salvação, o meu alto retiro, e o meu refúgio. O meu Salvador; da violência tu me livras. 4 Ao Senhor invocarei, pois é digno de louvor; assim serei salvo dos meus inimigos. 5 As ondas da morte me cercaram, as torrentes de Belial me atemorizaram. 6 Cordas do Seol me cingiram, laços de morte me envolveram. 7 Na minha angústia invoquei ao Senhor; sim, a meu Deus clamei; do seu templo ouviu ele a minha voz, e o meu clamor chegou aos seus ouvidos. 8 Então se abalou e tremeu a terra, os fundamentos dos céus se moveram; abalaram-se porque ele se irou. 9 Das suas narinas subiu fumaça, e da sua boca um fogo devorador, que pôs carvões em chamas. 10 Ele abaixou os céus, e desceu; e havia escuridão debaixo dos seus pés. 11 Montou num querubim, e voou; apareceu sobre as asas do vento. 12 E por tendas pôs trevas ao redor de si, ajuntamento de águas, espessas nuvens do céu. 13 Pelo resplendor da sua presença acenderam-se brasas de fogo. 14 Do céu trovejou o Senhor, o Altíssimo fez soar a sua vóz. 15 Disparou flechas, e os dissipou; raios, e os desbaratou. 16 Então apareceram as profundezas do mar; os fundamentos do mundo se descobriram, pela repreensão do Senhor, pelo assopro do vento das suas narinas. 17 Estendeu do alto a sua mão e tomou-me; tirou-me das muitas águas. 18 Livrou-me do meu possante inimigo, e daqueles que me odiavam; porque eram fortes demais para mim. 19 Encontraram-me no dia da minha calamidade, porém o Senhor se fez o meu esteio. 20 Conduziu-me para um lugar espaçoso; livrou-me, porque tinha prazer em mim. 21 Recompensou-me o Senhor conforme a minha justiça; conforme a pureza e minhas mãos me retribuiu. 22 Porque guardei os caminhos do Senhor, e não me apartei impiamente do meu Deus. 23 Pois todos os seus preceitos estavam diante de mim, e dos seus estatutos não me desviei. 24 Fui perfeito para com ele, e guardei-me da minha iniqüidade. 25 Por isso me retribuiu o Senhor conforme a minha justiça, conforme a minha pureza diante dos meus olhos. 26 Para com o benigno te mostras benigno; para com o perfeito te mostras perfeito, 27 para com o puro te mostras puro, mas para com o perverso te mostras avesso. 28 Livrarás o povo que se humilha, mas teus olhos são contra os altivos, e tu os abaterás. 29 Porque tu, Senhor, és a minha candeia; e o Senhor alumiará as minhas trevas. 30 Pois contigo passarei pelo meio dum esquadrão; com o meu Deus transporei um muro. 31 Quanto a Deus, o seu caminho é perfeito, e a palavra do Senhor é fiel; é ele o escudo de todos os que nele se refugiam. 32 Pois quem é Deus, senão o Senhor? e quem é rocha, senão o nosso Deus? 33 Deus é a minha grande fortaleza; e ele torna perfeito o meu caminho. 34 Faz ele os meus pés como os das gazelas, e me põe sobre as minhas alturas. 35 Ele instrui as minhas mãos para a peleja, de modo que os meus braços podem entesar um arco de bronze. 36 Também me deste o escudo da tua salvação, e tua brandura me engrandece. 37 Alargaste os meus passos debaixo de mim, e não vacilaram os meus artelhos. 38 Persegui os meus inimigos e os destruí, e nunca voltei atrás sem que os consumisse. 39 Eu os consumi, e os atravessei, de modo que nunca mais se levantaram; sim, cairam debaixo dos meus pés. 40 Pois tu me cingiste de força para a peleja; prostraste debaixo de mim os que se levantaram contra mim. 41 Fizeste que me voltassem as costas os meus inimigos, aqueles que me odiavam, para que eu os destruísse. 42 Olharam ao redor, mas não houve quem os salvasse; clamaram ao Senhor, mas ele não lhes respondeu. 43 Então os moí como o pó da terra; como a lama das ruas os trilhei e dissipei. 44 Também me livraste das contendas do meu povo; guardaste-me para ser o cabeça das nações; um povo que eu não conhecia me serviu. 45 Estrangeiros, com adulação, se submeteram a mim; ao ouvirem de mim, me obedeceram. 46 Os estrangeiros desfaleceram e, tremendo, sairam os seus esconderijos. 47 O Senhor vive; bendita seja a minha rocha, e exaltado seja Deus, a rocha da minha salvação, 48 o Deus que me deu vingança, e sujeitou povos debaixo de mim, 49 e me tirou dentre os meus inimigos; porque tu me exaltaste sobre os meus adversarios; tu me livraste do homem violento. 50 Por isso, ó Senhor, louvar-te-ei entre as nações, e entoarei louvores ao teu nome. 51 Ele dá grande livramento a seu rei, e usa de benignidade para com o seu ungido, para com Davi e a sua descendência para sempre.
1 São estas as últimas palavras de Davi: Diz Davi, filho de Jessé, diz a homem que foi exaltado, o ungido do Deus de Jacó, o suave salmista de Israel. 2 O Espírito do Senhor fala por mim, e a sua palavra está na minha língua. 3 Falou o Deus de Israel, a Rocha de Israel me disse: Quando um justo governa sobre os homens, quando governa no temor de Deus, 4 será como a luz da manhã ao sair do sol, da manhã sem nuvens, quando, depois da chuva, pelo resplendor do sol, a erva brota da terra 5 Pois não é assim a minha casa para com Deus? Porque estabeleceu comigo um pacto eterno, em tudo bem ordenado e seguro; pois não fará ele prosperar toda a minha salvação e todo o meu desejo? 6 Porém os ímpios todos serão como os espinhos, que se lançam fora, porque não se pode tocar neles; 7 mas qualquer que os tocar se armará de ferro e da haste de uma lança; e a fogo serão totalmente queimados no mesmo lugar. 8 São estes os nomes dos valentes de Davi: Josebe-Bassebete, o taquemonita; era este principal dos três; foi ele que, com a lança, matou oitocentos de uma vez. 9 Depois dele Eleazar, filho de Dodó, filho de Aoí, um dos três valentes que estavam com Davi, quando desafiaram os filisteus que se haviam reunido para a peleja, enquanto os homens de Israel se retiravam. 10 Este se levantou, e feriu os filisteus, até lhe cansar a mão e ficar pegada � espada; e naquele dia o Senhor operou um grande livramento; e o povo voltou para junto de Eleazar, somente para tomar o despojo. 11 Depois dele era Samá, filho de Agé, o hararita. Os filisteus se haviam ajuntado em Leí, onde havia um terreno cheio de lentilhas; e o povo fugiu de diante dos filisteus. 12 Samá, porém, pondo-se no meio daquele terreno, defendeu-o e matou os filisteus, e o Senhor efetuou um grande livramento. 13 Também três dos trinta cabeças desceram, no tempo da sega, e foram ter com Davi, � caverna de Adulão; e a tropa dos filisteus acampara no vale de Refaim. 14 Davi estava então no lugar forte, e a guarnição dos filisteus estava em Belém 15 E Davi, com saudade, exclamou: Quem me dera beber da água da cisterna que está junto a porta de Belém! 16 Então aqueles três valentes romperam pelo arraial dos filisteus, tiraram água da cisterna que está junto a porta de Belém, e a trouxeram a Davi; porém ele não quis bebê-la, mas derramou-a perante o Senhor; 17 e disse: Longe de mim, ó Senhor, que eu tal faça! Beberia eu o sangue dos homens que foram com risco das suas vidas? De maneira que não a quis beber. Isto fizeram aqueles três valentes. 18 Ora, Abisai, irmão de Joabe, filho de Zeruia, era chefe dos trinta; e este alçou a sua lança contra trezentos, e os matou, e tinha nome entre os três. 19 Porventura não era este o mais nobre dentre os trinta? portanto se tornou o chefe deles; porém aos primeiros três não chegou 20 Também Benaías, filho de Jeoiada, filho dum homem de Cabzeel, valoroso e de grandes feitos, matou os dois filhos de Ariel de Moabe; depois desceu, e matou um leão dentro duma cova, no tempo da neve. 21 Matou também um egípcio, homem de temível aspecto; tinha este uma lança na mão, mas Benaías desceu a ele com um cajado, arrancou-lhe da mão a lança, e com ela o matou 22 Estas coisas fez Benaías, filho de Jeoiada, pelo que teve nome entre os três valentes. 23 Dentre os trinta ele era o mais afamado, porém aos três primeiros não chegou. Mas Davi o pôs sobre os seus guardas. 24 Asael, irmão de Joabe, era um dos trinta; El-Hanã, filho de Dodó, de Belém; 25 Samá, o harodita; Elica, o harodita; 26 Jelez, o paltita; Ira, filho de Iques, o tecoíta; 27 Abiezer, o anatotita; Mebunai, o husatita; 28 Zalmom, o aoíta; Maarai, o netofatita; 29 Helebe, filho de Baaná, o netofatita; Itai, filho de Ribai, de Gibeá dos filhos de Benjamim; 30 Benaías, o piratonita; Hidai, das torrentes de Gaás; 31 Abi-Albom, o arbatita; Azmavete, o barumita; 32 Eliabá, o saalbonita; Bene-Jásen; e Jônatas; 33 Samá, o hararita; Aião, filho de Sarar, o hararita; 34 Elifelete, filho de Acasbai, filho do maacatita; Eliã, filho de Aitofel, o gilonita; 35 Hezrai, o carmelita; Paarai, o arbita; 36 Igal, filho de Natã, de Zobá; Bani, o gadita 37 Zeleque, o amonita; Naarai, o beerotita, o que trazia as armas de Joabe, filho de Zeruia; 38 Ira, o itrita; Garebe, o itrita 39 Urias, o heteu; trinta e sete ao todo.
1 Compadece-te de mim, ó Deus, compadece-te de mim, pois em ti se refugia a minha alma; � sombra das tuas asas me refugiarei, até que passem as calamidades. 2 Clamarei ao Deus altíssimo, ao Deus que por mim tudo executa. 3 Ele do céu enviará seu auxílio , e me salvará, quando me ultrajar aquele que quer calçar-me aos pés. Deus enviará a sua misericórdia e a sua verdade. 4 Estou deitado no meio de leões; tenho que deitar-me no meio daqueles que respiram chamas, filhos dos homens, cujos dentes são lanças e flechas, e cuja língua é espada afiada. 5 Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus; seja a tua glória sobre toda a terra. 6 Armaram um laço para os meus passos, a minha alma ficou abatida; cavaram uma cova diante de mim, mas foram eles que nela caíram. 7 Resoluto está o meu coração, ó Deus, resoluto está o meu coração; cantarei, sim, cantarei louvores. 8 Desperta, minha alma; despertai, alaúde e harpa; eu mesmo despertarei a aurora. 9 Louvar-te-ei, Senhor, entre os povos; cantar-te-ei louvores entre as nações. 10 Pois a tua benignidade é grande até os céus, e a tua verdade até as nuvens. 11 Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus; e seja a tua glória sobre a terra.
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