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Provérbios 1; Provérbios 2; Provérbios 3; Provérbios 4; Provérbios 5; Provérbios 6; Provérbios 7; Provérbios 8; Provérbios 9
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Provérbios 1
1
Provérbios de Salomão, filho de Davi, rei de Israel:
2
Para se conhecer a sabedoria e a instrução; para se entenderem as palavras de inteligência;
3
para se instruir em sábio procedimento, em retidão, justiça e eqüidade;
4
para se dar aos simples prudĂŞncia, e aos jovens conhecimento e bom siso.
5
Ouça também, o sábio e cresça em ciência, e o entendido adquira habilidade,
6
para entender provérbios e parábolas, as palavras dos sábios, e seus enigmas.
7
O temor do Senhor Ă© o princĂpio do conhecimento; mas os insensatos desprezam a sabedoria e a instrução.
8
Filho meu, ouve a instrução de teu pai, e não deixes o ensino de tua mãe.
9
Porque eles serão uma grinalda de graça para a tua cabeça, e colares para o teu pescoço.
10
Filho meu, se os pecadores te quiserem seduzir, nĂŁo consintas.
11
Se disserem: Vem conosco; embosquemo-nos para derramar sangue; espreitemos sem razĂŁo o inocente;
12
traguemo-los vivos, como o Seol, e inteiros como os que descem ďż˝ cova;
13
acharemos toda sorte de bens preciosos; encheremos as nossas casas de despojos;
14
lançarás a tua sorte entre nós; teremos todos uma só bolsa;
15
filho meu, não andes no caminho com eles; guarda da sua vereda o teu pé,
16
porque os seus pés correm para o mal, e eles se apressam a derramar sangue.
17
Pois debalde se estende a rede ďż˝ vista de qualquer ave.
18
Mas estes se põem em emboscadas contra o seu próprio sangue, e as suas próprias vidas espreitam.
19
Tais são as veredas de todo aquele que se entrega � cobiça; ela tira a vida dos que a possuem.
20
A suprema sabedoria altissonantemente clama nas ruas; nas praças levanta a sua voz.
21
Do alto dos muros clama; �s entradas das portas e na cidade profere as suas palavras:
22
Até quando, ó estúpidos, amareis a estupidez? e até quando se deleitarão no escárnio os escarnecedores, e odiarão os insensatos o conhecimento?
23
Convertei-vos pela minha repreensĂŁo; eis que derramarei sobre vĂłs o meu; espĂrito e vos farei saber as minhas palavras.
24
Mas, porque clamei, e vós recusastes; porque estendi a minha mão, e nao houve quem desse atenção;
25
antes desprezastes todo o meu conselho, e nĂŁo fizestes caso da minha repreensĂŁo;
26
também eu me rirei no dia da vossa calamidade; zombarei, quando sobrevier o vosso terror,
27
quando o terror vos sobrevier como tempestade, e a vossa calamidade passar como redemoinho, e quando vos sobrevierem aperto e angĂşstia.
28
EntĂŁo a mim clamarĂŁo, mas eu nĂŁo responderei; diligentemente me buscarĂŁo, mas nĂŁo me acharĂŁo.
29
Porquanto aborreceram o conhecimento, e nĂŁo preferiram o temor do Senhor;
30
nĂŁo quiseram o meu conselho e desprezaram toda a minha repreensĂŁo;
31
portanto comerĂŁo do fruto do seu caminho e se fartarĂŁo dos seus prĂłprios conselhos.
32
Porque o desvio dos néscios os matará, e a prosperidade dos loucos os destruirá.
33
Mas o que me der ouvidos habitará em segurança, e estará tranqüilo, sem receio do mal.
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Provérbios 2
1
Filho meu, se aceitares as minhas palavras, e entesourares contigo os meus mandamentos,
2
para fazeres atento � sabedoria o teu ouvido, e para inclinares o teu coração ao entendimento;
3
sim, se clamares por discernimento, e por entendimento alçares a tua voz;
4
se o buscares como a prata e o procurares como a tesouros escondidos;
5
então entenderás o temor do Senhor, e acharás o conhecimento de Deus.
6
Porque o Senhor dá a sabedoria; da sua boca procedem o conhecimento e o entendimento;
7
ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos; e escudo para os que caminham em integridade,
8
guardando-lhes as veredas da justiça, e preservando o caminho dos seus santos.
9
Então entenderás a retidão, a justiça, a eqüidade, e todas as boas veredas.
10
Pois a sabedoria entrará no teu coração, e o conhecimento será aprazĂvel ďż˝ tua alma;
11
o bom siso te protegerá, e o discernimento e guardará;
12
para te livrar do mau caminho, e do homem que diz coisas perversas;
13
dos que deixam as veredas da retidĂŁo, para andarem pelos caminhos das trevas;
14
que se alegram de fazer o mal, e se deleitam nas perversidades dos maus;
15
dos que sĂŁo tortuosos nas suas veredas; e inĂquos nas suas carreiras;
16
e para te livrar da mulher estranha, da estrangeira que lisonjeia com suas palavras;
17
a qual abandona o companheiro da sua mocidade e se esquece do concerto do seu Deus;
18
pois a sua casa se inclina para a morte, e as suas veredas para as sombras.
19
Nenhum dos que se dirigirem a ela, tornara a sair, nem retomará as veredas da vida.
20
Assim andarás pelo caminho dos bons, e guardarás as veredas dos justos.
21
Porque os retos habitarĂŁo a terra, e os Ăntegros permanecerĂŁo nela.
22
Mas os Ămpios serĂŁo exterminados da terra, e dela os aleivosos serĂŁo desarraigados.
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Provérbios 3
1
Filho meu, não te esqueças da minha instrução, e o teu coração guarde os meus mandamentos;
2
porque eles te darĂŁo longura de dias, e anos de vida e paz.
3
Não se afastem de ti a benignidade e a fidelidade; ata-as ao teu pescoço, escreve-as na tábua do teu coração;
4
assim acharás favor e bom entendimento � vista de Deus e dos homens.
5
Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento.
6
Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.
7
Não sejas sábio a teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal.
8
Isso será saúde para a tua carne; e refrigério para os teus ossos.
9
Honra ao Senhor com os teus bens, e com as primĂcias de toda a tua renda;
10
assim se encherĂŁo de fartura os teus celeiros, e trasbordarĂŁo de mosto os teus lagares.
11
Filho meu, nĂŁo rejeites a disciplina do Senhor, nem te enojes da sua repreensĂŁo;
12
porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem.
13
Feliz Ă© o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire entendimento;
14
pois melhor é o lucro que ela dá do que o lucro da prata, e a sua renda do que o ouro.
15
Mais preciosa é do que as jóias, e nada do que possas desejar é comparável a ela.
16
Longura de dias há na sua mão direita; na sua esquerda riquezas e honra.
17
Os seus caminhos sĂŁo caminhos de delĂcias, e todas as suas veredas sĂŁo paz.
18
É árvore da vida para os que dela lançam mão, e bem-aventurado é todo aquele que a retém.
19
O Senhor pela sabedoria fundou a terra; pelo entendimento estabeleceu o céu.
20
Pelo seu conhecimento se fendem os abismos, e as nuvens destilam o orvalho.
21
Filho meu, nĂŁo se apartem estas coisas dos teus olhos: guarda a verdadeira sabedoria e o bom siso;
22
assim serão elas vida para a tua alma, e adorno para o teu pescoço.
23
Então andarás seguro pelo teu caminho, e não tropeçará o teu pé.
24
Quando te deitares, não temerás; sim, tu te deitarás e o teu sono será suave.
25
NĂŁo temas o pavor repentino, nem a assolação dos Ămpios quando vier.
26
Porque o Senhor será a tua confiança, e guardará os teus pés de serem presos.
27
NĂŁo negues o bem a quem de direito, estando no teu poder fazĂŞ-lo.
28
NĂŁo digas ao teu prĂłximo: Vai, e volta, amanhĂŁ to darei; tendo-o tu contigo.
29
NĂŁo maquines o mal contra o teu prĂłximo, que habita contigo confiadamente.
30
NĂŁo contendas com um homem, sem motivo, nĂŁo te havendo ele feito o mal.
31
NĂŁo tenhas inveja do homem violento, nem escolhas nenhum de seus caminhos.
32
Porque o perverso é abominação para o Senhor, mas com os retos está o seu segredo.
33
A maldição do Senhor habita na casa do Ămpio, mas ele abençoa a habitação dos justos.
34
Ele escarnece dos escarnecedores, mas dá graça aos humildes.
35
Os sábios herdarĂŁo honra, mas a exaltação dos loucos se converte em ignomĂnia.
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Provérbios 4
1
Ouvi, filhos, a instrução do pai, e estai atentos para conhecerdes o entendimento.
2
Pois eu vos dou boa doutrina; nĂŁo abandoneis o meu ensino.
3
Quando eu era filho aos pés de meu, pai, tenro e único em estima diante de minha mãe,
4
ele me ensinava, e me dizia: Retenha o teu coração as minhas palavras; guarda os meus mandamentos, e vive.
5
Adquire a sabedoria, adquire o entendimento; não te esqueças nem te desvies das palavras da minha boca.
6
Não a abandones, e ela te guardará; ama-a, e ela te preservará.
7
A sabedoria Ă© a coisa principal; adquire, pois, a sabedoria; sim, com tudo o que possuis adquire o entendimento.
8
Estima-a, e ela te exaltará; se a abraçares, ela te honrará.
9
Ela dará � tua cabeça uma grinalda de graça; e uma coroa de glória te entregará.
10
Ouve, filho meu, e aceita as minhas palavras, para que se multipliquem os anos da tua vida.
11
Eu te ensinei o caminho da sabedoria; guiei-te pelas veredas da retidĂŁo.
12
Quando andares, não se embaraçarão os teus passos; e se correres, não tropeçarás.
13
Apega-te � instrução e não a largues; guarda-a, porque ela é a tua vida.
14
NĂŁo entres na vereda dos Ămpios, nem andes pelo caminho dos maus.
15
Evita-o, nĂŁo passes por ele; desvia-te dele e passa de largo.
16
Pois não dormem, se não fizerem o mal, e foge deles o sono se não fizerem tropeçar alguém.
17
Porque comem o pĂŁo da impiedade, e bebem o vinho da violĂŞncia.
18
Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.
19
O caminho dos Ămpios Ă© como a escuridĂŁo: nĂŁo sabem eles em que tropeçam.
20
Filho meu, atenta para as minhas palavras; inclina o teu ouvido �s minhas instroções.
21
Não se apartem elas de diante dos teus olhos; guarda-as dentro do teu coração.
22
Porque sĂŁo vida para os que as encontram, e saĂşde para todo o seu corpo.
23
Guarda com toda a diligência o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.
24
Desvia de ti a malignidade da boca, e alonga de ti a perversidade dos lábios.
25
Dirijam-se os teus olhos para a frente, e olhem as tuas pálpebras diretamente diante de ti.
26
Pondera a vereda de teus pés, e serão seguros todos os teus caminhos.
27
Não declines nem para a direita nem para a esquerda; retira o teu pé do mal.
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Provérbios 5
1
Filho meu, atende ďż˝ minha sabedoria; inclinĂŁo teu ouvido ďż˝ minha prudĂŞncia;
2
para que observes a discrição, e os teus lábios guardem o conhecimento.
3
Porque os lábios da mulher licenciosa destilam mel, e a sua boca e mais macia do que o azeite;
4
mas o seu fim Ă© amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois gumes.
5
Os seus pés descem � morte; os seus passos seguem no caminho do Seol.
6
Ela nĂŁo pondera a vereda da vida; incertos sĂŁo os seus caminhos, e ela o ignora.
7
Agora, pois, filhos, dai-me ouvidos, e nĂŁo vos desvieis das palavras da minha boca.
8
Afasta para longe dela o teu caminho, e nĂŁo te aproximes da porta da sua casa;
9
para que não dês a outros a tua honra, nem os teus anos a cruéis;
10
para que nĂŁo se fartem os estranhos dos teus bens, e nĂŁo entrem os teus trabalhos na casa do estrangeiro,
11
e gemas no teu fim, quando se consumirem a tua carne e o teu corpo,
12
e digas: Como detestei a disciplina! e desprezou o meu coração a repreensão!
13
e nĂŁo escutei a voz dos que me ensinavam, nem aos que me instruĂam inclinei o meu ouvido!
14
Quase cheguei ďż˝ ruĂna completa, no meio da congregação e da assemblĂ©ia.
15
Bebe a água da tua própria cisterna, e das correntes do teu poço.
16
Derramar-se-iam as tuas fontes para fora, e pelas ruas os ribeiros de águas?
17
Sejam para ti sĂł, e nĂŁo para os estranhos juntamente contigo.
18
Seja bendito o teu manancial; e regozija-te na mulher da tua mocidade.
19
Como corça amorosa, e graciosa cabra montesa saciem-te os seus seios em todo o tempo; e pelo seu amor sê encantado perpetuamente.
20
E por que, filho meu, andarias atraĂdo pela mulher licenciosa, e abraÇarias o seio da adĂşltera?
21
Porque os caminhos do homem estĂŁo diante dos olhos do Senhor, o qual observa todas as suas veredas.
22
Quanto ao Ămpio, as suas prĂłprias iniqĂĽidades o prenderĂŁo, e pelas cordas do seu pecado será detido.
23
Ele morre pela falta de disciplina; e pelo excesso da sua loucura anda errado.
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Provérbios 6
1
Filho meu, se ficaste por fiador do teu prĂłximo, se te empenhaste por um estranho,
2
estás enredado pelos teus lábios; estás preso pelas palavras da tua boca.
3
Faze pois isto agora, filho meu, e livra-te, pois já caĂste nas mĂŁos do teu prĂłximo; vai, humilha-te, e importuna o teu prĂłximo;
4
não dês sono aos teus olhos, nem adormecimento �s tuas pálpebras;
5
livra-te como a gazela da mão do caçador, e como a ave da mão do passarinheiro.
6
Vai ter com a formiga, ó preguiçoso, considera os seus caminhos, e sê sábio;
7
a qual, nĂŁo tendo chefe, nem superintendente, nem governador,
8
no verĂŁo faz a provisĂŁo do seu mantimento, e ajunta o seu alimento no tempo da ceifa.
9
o preguiçoso, até quando ficarás deitador? quando te levantarás do teu sono?
10
um pouco para dormir, um pouco para toscanejar, um pouco para cruzar as mĂŁos em repouso;
11
assim te sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade como um homem armado.
12
O homem vil, o homem inĂquo, anda com a perversidade na boca,
13
pisca os olhos, faz sinais com os pés, e acena com os dedos;
14
perversidade há no seu coração; todo o tempo maquina o mal; anda semeando contendas.
15
Pelo que a sua destruição virá repentinamente; subitamente será quebrantado, sem que haja cura.
16
Há seis coisas que o Senhor detesta; sim, há sete que ele abomina:
17
olhos altivos, lĂngua mentirosa, e mĂŁos que derramam sangue inocente;
18
coração que maquina projetos inĂquos, pĂ©s que se apressam a correr para o mal;
19
testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmĂŁos.
20
Filho meu, guarda o mandamento de, teu pai, e não abandones a instrução de tua mãe;
21
ata-os perpetuamente ao teu coração, e pendura-os ao teu pescoço.
22
Quando caminhares, isso te guiará; quando te deitares, te guardará; quando acordares, falará contigo.
23
Porque o mandamento é uma lâmpada, e a instrução uma luz; e as repreensões da disciplina são o caminho da vida,
24
para te guardarem da mulher má, e das lisonjas da lĂngua da adĂşltera.
25
Não cobices no teu coração a sua formosura, nem te deixes prender pelos seus olhares.
26
Porque o preço da prostituta é apenas um bocado de pão, mas a adúltera anda � caça da própria vida do homem.
27
Pode alguém tomar fogo no seu seio, sem que os seus vestidos se queimem?
28
Ou andará sobre as brasas sem que se queimem os seus pés?
29
Assim será o que entrar � mulher do seu proximo; não ficará inocente quem a tocar.
30
NĂŁo Ă© desprezado o ladrĂŁo, mesmo quando furta para saciar a fome?
31
E, se for apanhado, pagará sete vezes tanto, dando até todos os bens de sua casa.
32
O que adultera com uma mulher Ă© falto de entendimento; destrĂłi-se a si mesmo, quem assim procede.
33
Receberá feridas e ignomĂnia, e o seu oprĂłbrio nunca se apagará;
34
porque o ciúme enfurece ao marido, que de maneira nenhuma poupará no dia da vingança.
35
Não aceitará resgate algum, nem se aplacará, ainda que multipliques os presentes.
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Provérbios 7
1
Filho meu, guarda as minhas palavras, e entesoura contigo os meus mandamentos.
2
Observa os meus mandamentos e vive; guarda a minha lei, como a menina dos teus olhos.
3
Ata-os aos teus dedos, escreve-os na tábua do teu coração.
4
Dize ďż˝ sabedoria: Tu Ă©s minha irmĂŁ; e chama ao entendimento teu amigo Ăntimo,
5
para te guardarem da mulher alheia, da adĂşltera, que lisonjeia com as suas palavras.
6
Porque da janela da minha casa, por minhas grades olhando eu,
7
vi entre os simples, divisei entre os jovens, um mancebo falto de juĂzo,
8
que passava pela rua junto ďż˝ esquina da mulher adĂşltera e que seguia o caminho da sua casa,
9
no crepĂşsculo, ďż˝ tarde do dia, ďż˝ noite fechada e na escuridĂŁo;
10
e eis que uma mulher lhe saiu ao encontro, ornada � moda das prostitutas, e astuta de coração.
11
Ela é turbulenta e obstinada; não param em casa os seus pés;
12
ora está ela pelas ruas, ora pelas praças, espreitando por todos os cantos.
13
Pegou dele, pois, e o beijou; e com semblante impudico lhe disse:
14
SacrifĂcios pacĂficos tenho comigo; hoje paguei os meus votos.
15
Por isso saĂ ao teu encontro a buscar-te diligentemente, e te achei.
16
Já cobri a minha cama de cobertas, de colchas de linho do Egito.
17
Já perfumei o meu leito com mirra, aloés e cinamomo.
18
Vem, saciemo-nos de amores até pela manhã; alegremo-nos com amores.
19
Porque meu marido não está em casa; foi fazer uma jornada ao longe;
20
um saquitel de dinheiro levou na mão; só lá para o dia da lua cheia voltará para casa.
21
Ela o faz ceder com a multidão das suas palavras sedutoras, com as lisonjas dos seus lábios o arrasta.
22
Ele a segue logo, como boi que vai ao matadouro, e como o louco ao castigo das prisões;
23
atĂ© que uma flecha lhe atravesse o fĂgado, como a ave que se apressa para o laço, sem saber que está armado contra a sua vida.
24
Agora, pois, filhos, ouvi-me, e estai atentos �s palavras da minha boca.
25
Não se desvie para os seus caminhos o teu coração, e não andes perdido nas suas veredas.
26
Porque ela a muitos tem feito cair feridos; e sĂŁo muitĂssimos os que por ela foram mortos.
27
Caminho de Seol é a sua casa, o qual desce �s câmaras da morte.
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Provérbios 8
1
NĂŁo clama porventura a sabedoria, e nĂŁo faz o entendimento soar a sua voz?
2
No cume das alturas, junto ao caminho, nas encruzilhadas das veredas ela se coloca.
3
Junto �s portas, � entrada da cidade, e � entrada das portas está clamando:
4
A vĂłs, Ăł homens, clamo; e a minha voz se dirige aos filhos dos homens.
5
Aprendei, Ăł simples, a prudĂŞncia; entendei, Ăł loucos, a sabedoria.
6
Ouvi vós, porque profiro coisas excelentes; os meus lábios se abrem para a eqüidade.
7
Porque a minha boca profere a verdade, os meus lábios abominam a impiedade.
8
Justas são todas as palavras da minha boca; não há nelas nenhuma coisa tortuosa nem perversa.
9
Todas elas sĂŁo retas para o que bem as entende, e justas para os que acham o conhecimento.
10
Aceitai antes a minha correção, e não a prata; e o conhecimento, antes do que o ouro escolhido.
11
Porque melhor Ă© a sabedoria do que as jĂłias; e de tudo o que se deseja nada se pode comparar com ela.
12
Eu, a sabedoria, habito com a prudência, e possuo o conhecimento e a discrição.
13
O temor do Senhor é odiar o mal; a soberba, e a arrogância, e o mau caminho, e a boca perversa, eu os odeio.
14
Meu Ă© o conselho, e a verdadeira sabedoria; eu sou o entendimento; minha Ă© a fortaleza.
15
Por mim reinam os reis, e os prĂncipes decretam o que justo.
16
Por mim governam os prĂncipes e os nobres, sim, todos os juĂzes da terra.
17
Eu amo aos que me amam, e os que diligentemente me buscam me acharĂŁo.
18
Riquezas e honra estão comigo; sim, riquezas duráveis e justiça.
19
Melhor Ă© o meu fruto do que o ouro, sim, do que o ouro refinado; e a minha renda melhor do que a prata escolhida.
20
Ando pelo caminho da retidão, no meio das veredas da justiça,
21
dotando de bens permanentes os que me amam, e enchendo os seus tesouros.
22
O Senhor me criou como a primeira das suas obras, o princĂpio dos seus feitos mais antigos.
23
Desde a eternidade fui constituĂda, desde o princĂpio, antes de existir a terra.
24
Antes de haver abismos, fui gerada, e antes ainda de haver fontes cheias d'água.
25
Antes que os montes fossem firmados, antes dos outeiros eu nasci,
26
quando ele ainda nĂŁo tinha feito a terra com seus campos, nem sequer o princĂpio do pĂł do mundo.
27
Quando ele preparava os cĂ©us, aĂ estava eu; quando traçava um cĂrculo sobre a face do abismo,
28
quando estabelecia o firmamento em cima, quando se firmavam as fontes do abismo,
29
quando ele fixava ao mar o seu termo, para que as águas não traspassassem o seu mando, quando traçava os fundamentos da terra,
30
entĂŁo eu estava ao seu lado como arquiteto; e era cada dia as suas delĂcias, alegrando-me perante ele em todo o tempo;
31
folgando no seu mundo habitável, e achando as minhas delĂcias com os filhos dos homens.
32
Agora, pois, filhos, ouvi-me; porque felizes sĂŁo os que guardam os meus caminhos.
33
Ouvi a correção, e sede sábios; e não a rejeiteis.
34
Feliz é o homem que me dá ouvidos, velando cada dia �s minhas entradas, esperando junto �s ombreiras da minha porta.
35
Porque o que me achar achará a vida, e alcançará o favor do Senhor.
36
Mas o que pecar contra mim fará mal � sua própria alma; todos os que me odeiam amam a morte.
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Provérbios 9
1
A sabedoria já edificou a sua casa, já lavrou as suas sete colunas;
2
já imolou as suas vĂtimas, misturou o seu vinho, e preparou a sua mesa.
3
Já enviou as suas criadas a clamar sobre as alturas da cidade, dizendo:
4
Quem é simples, volte-se para cá. Aos faltos de entendimento diz:
5
Vinde, comei do meu pĂŁo, e bebei do vinho que tenho misturado.
6
Deixai a insensatez, e vivei; e andai pelo caminho do entendimento.
7
O que repreende ao escarnecedor, traz afronta sobre si; e o que censura ao Ămpio, recebe a sua mancha.
8
Não repreendas ao escarnecedor, para que não te odeie; repreende ao sábio, e amar-te-á.
9
Instrui ao sábio, e ele se fará mais, sábio; ensina ao justo, e ele crescerá em entendimento.
10
O temor do Senhor Ă© o princĂpio sabedoria; e o conhecimento do Santo Ă© o entendimento.
11
Porque por mim se multiplicam os teus dias, e anos de vida se te acrescentarĂŁo.
12
Se fores sábio, para ti mesmo o serás; e, se fores escarnecedor, tu só o suportarás.
13
A mulher tola é alvoroçadora; é insensata, e não conhece o pudor.
14
Senta-se ďż˝ porta da sua casa ou numa cadeira, nas alturas da cidade,
15
chamando aos que passam e seguem direitos o seu caminho:
16
Quem é simples, volte-se para cá! E aos faltos de entendimento diz:
17
As águas roubadas são doces, e o pão comido �s ocultas é agradável.
18
Mas ele nĂŁo sabe que ali estĂŁo os mortos; que os seus convidados estĂŁo nas profundezas do Seol.
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