Provérbios 19; Provérbios 20; Provérbios 21

1 Melhor é o pobre que anda na sua integridade, do que aquele que é perverso de lábios e tolo. 2 Não é bom agir sem refletir; e o que se apressa com seus pés erra o caminho. 3 A estultícia do homem perverte o seu caminho, e o seu coração se irrita contra o Senhor. 4 As riquezas granjeiam muitos amigos; mas do pobre o seu próprio amigo se separa. 5 A testemunha falsa não ficará impune; e o que profere mentiras não escapará. 6 Muitos procurarão o favor do liberal; e cada um é amigo daquele que dá presentes. 7 Todos os irmãos do pobre o aborrecem; quanto mais se afastam dele os seus amigos! persegue-os com súplicas, mas eles já se foram. 8 O que adquire a sabedoria é amigo de si mesmo; o que guarda o entendimento prosperará. 9 A testemunha falsa não ficará impune, e o que profere mentiras perecerá. 10 Ao tolo não convém o luxo; quanto menos ao servo dominar os príncipes! 11 A discrição do homem fá-lo tardio em irar-se; e sua glória está em esquecer ofensas. 12 A ira do rei é como o bramido o leão; mas o seu favor é como o orvalho sobre a erva. 13 O filho insensato é a calamidade do pai; e as rixas da mulher são uma goteira contínua. 14 Casa e riquezas são herdadas dos pais; mas a mulher prudente vem do Senhor. 15 A preguiça faz cair em profundo sono; e o ocioso padecerá fome. 16 Quem guarda o mandamento guarda a sua alma; mas aquele que não faz caso dos seus caminhos morrerá. 17 O que se compadece do pobre empresta ao Senhor, que lhe retribuirá o seu benefício. 18 Corrige a teu filho enquanto há esperança; mas não te incites a destruí-lo. 19 Homem de grande ira tem de sofrer o castigo; porque se o livrares, terás de o fazer de novo. 20 Ouve o conselho, e recebe a correção, para que sejas sábio nos teus últimos dias. 21 Muitos são os planos no coração do homem; mas o desígnio do Senhor, esse prevalecerá. 22 O que faz um homem desejável é a sua benignidade; e o pobre é melhor do que o mentiroso. 23 O temor do Senhor encaminha para a vida; aquele que o tem ficará satisfeito, e mal nenhum o visitará. 24 O preguiçoso esconde a sua mão no prato, e nem ao menos quer levá-la de novo � boca. 25 Fere ao escarnecedor, e o simples aprenderá a prudência; repreende ao que tem entendimento, e ele crescerá na ciencia. 26 O que aflige a seu pai, e faz fugir a sua mãe, é filho que envergonha e desonra. 27 Cessa, filho meu, de ouvir a instrução, e logo te desviarás das palavras do conhecimento. 28 A testemunha vil escarnece da justiça; e a boca dos ímpios engole a iniqüidade. 29 A condenação está preparada para os escarnecedores, e os açoites para as costas dos tolos.
1 O vinho é escarnecedor, e a bebida forte alvoroçadora; e todo aquele que neles errar não e sábio. 2 Como o bramido do leão é o terror do rei; quem o provoca a ira peca contra a sua própria vida. 3 Honroso é para o homem o desviar-se de questões; mas todo insensato se entremete nelas. 4 O preguiçoso não lavra no outono; pelo que mendigará na sega, e nada receberá. 5 Como águas profundas é o propósito no coração do homem; mas o homem inteligente o descobrirá. 6 Muitos há que proclamam a sua própria bondade; mas o homem fiel, quem o achará? 7 O justo anda na sua integridade; bem-aventurados serão os seus filhos depois dele. 8 Assentando-se o rei no trono do juízo, com os seus olhos joeira a todo malfeitor. 9 Quem pode dizer: Purifiquei o meu coração, limpo estou de meu pecado? 10 O peso fraudulento e a medida falsa são abominação ao Senhor, tanto uma como outra coisa. 11 Até a criança se dá a conhecer pelas suas ações, se a sua conduta é pura e reta. 12 O ouvido que ouve, e o olho que vê, o Senhor os fez a ambos. 13 Não ames o sono, para que não empobreças; abre os teus olhos, e te fartarás de pão. 14 Nada vale, nada vale, diz o comprador; mas, depois de retirar-se, então se gaba. 15 Há ouro e abundância de pedras preciosas; mas os lábios do conhecimento são jóia de grande valor. 16 Tira a roupa �quele que fica por fiador do estranho; e toma penhor daquele que se obriga por estrangeiros. 17 Suave é ao homem o pão da mentira; mas depois a sua boca se enche de pedrinhas. 18 Os projetos se confirmam pelos conselhos; assim, pois, com prudencia faze a guerra. 19 O que anda mexericando revela segredos; pelo que não te metas com quem muito abre os seus lábios. 20 O que amaldiçoa a seu pai ou a sua mãe, apagar-se-lhe-á a sua lâmpada nas, mais densas trevas. 21 A herança que no princípio é adquirida �s pressas, não será abençoada no seu fim. 22 Não digas: vingar-me-ei do mal; espera pelo Senhor e ele te livrará. 23 Pesos fraudulentos são abomináveis ao Senhor; e balanças enganosas não são boas. 24 Os passos do homem são dirigidos pelo Senhor; como, pois, poderá o homem entender o seu caminho? 25 Laço é para o homem dizer precipitadamente: É santo; e, feitos os votos, então refletir. 26 O rei sábio joeira os ímpios e faz girar sobre eles a roda. 27 O espírito do homem é a lâmpada do Senhor, a qual esquadrinha todo o mais íntimo do coração. 28 A benignidade e a verdade guardam o rei; e com a benignidade sustém ele o seu trono. 29 A glória dos jovens é a sua força; e a beleza dos velhos são as cãs. 30 Os açoites que ferem purificam do mal; e as feridas penetram até o mais íntimo do corpo.
1 Como corrente de águas é o coração do rei na mão do Senhor; ele o inclina para onde quer. 2 Todo caminho do homem é reto aos seus olhos; mas o Senhor pesa os corações. 3 Fazer justiça e julgar com retidão é mais aceitável ao Senhor do que oferecer-lhe sacrifício. 4 Olhar altivo e coração orgulhoso, tal lâmpada dos ímpios é pecado. 5 Os planos do diligente conduzem � abundância; mas todo precipitado apressa-se para a penúria. 6 Ajuntar tesouros com língua falsa é uma vaidade fugitiva; aqueles que os buscam, buscam a morte. 7 A violência dos ímpios arrebatá-los-á, porquanto recusam praticar a justiça. 8 O caminho do homem perverso é tortuoso; mas o proceder do puro é reto. 9 Melhor é morar num canto do eirado, do que com a mulher rixosa numa casa ampla. 10 A alma do ímpio deseja o mal; o seu próximo não agrada aos seus olhos. 11 Quando o escarnecedor é castigado, o simples torna-se sábio; e, quando o sábio é instruído, recebe o conhecimento. 12 O justo observa a casa do ímpio; precipitam-se os ímpios na ruína. 13 Quem tapa o seu ouvido ao clamor do pobre, também clamará e não será ouvido. 14 O presente que se dá em segredo aplaca a ira; e a dádiva �s escondidas, a forte indignação. 15 A execução da justiça é motivo de alegria para o justo; mas é espanto para os que praticam a iniqüidade. 16 O homem que anda desviado do caminho do entendimento repousará na congregação dos mortos. 17 Quem ama os prazeres empobrecerá; quem ama o vinho e o azeite nunca enriquecera. 18 Resgate para o justo é o ímpio; e em lugar do reto ficará o prevaricador. 19 Melhor é morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e iracunda. 20 Há tesouro precioso e azeite na casa do sábio; mas o homem insensato os devora. 21 Aquele que segue a justiça e a bondade achará a vida, a justiça e a honra. 22 O sábio escala a cidade dos valentes, e derriba a fortaleza em que ela confia. 23 O que guarda a sua boca e a sua língua, guarda das angústias a sua alma. 24 Quanto ao soberbo e presumido, zombador é seu nome; ele procede com insolente orgulho. 25 O desejo do preguiçoso o mata; porque as suas mãos recusam-se a trabalhar. 26 Todo o dia o ímpio cobiça; mas o justo dá, e não retém. 27 O sacrifício dos ímpios é abominaçao; quanto mais oferecendo-o com intenção maligna! 28 A testemunha mentirosa perecerá; mas o homem que ouve falará sem ser contestado. 29 O homem ímpio endurece o seu rosto; mas o reto considera os seus caminhos. 30 Não há sabedoria, nem entendimento, nem conselho contra o Senhor. 31 O cavalo prepara-se para o dia da batalha; mas do Senhor vem a vitória.
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